Os clubes do futebol brasileiro receberam nesta quarta-feira, dia em que voltam a campo após a data Fifa, a indicação de que o fim das bets não será revisto pelo Ministro do STF, Luis Fux, até o fim do segundo turno da eleição para presidente.
Após recurso movido pelas equipes, sindicatos e casas de apostas, e a expectativa por revisão da medida do Governo Federal esta semana, antes da volta das partidas, um balde de água fria foi jogado nos clubes, que vão a campo com protestos exibidos nas camisas e placas dos estádios.
O recado informado aos clubes é que a movimentação em Brasília de opositores da medida foi revista depois de uma avaliação de que ela não gerou o efeito esperado para o governo. Por isso, ela só deve ser reavaliada em janeiro, a depender de quem venças as eleições. A regra é “apertar os cintos”.
Uma das alternativas discutidas em meio às consequências da proibição era uma linha de crédito aos clubes para o pagamento de suas dívidas, através da Caixa Econômica Federal. A discussão seria debatida em Brasília, mas a reunião com o governo foi adiada.
Houve oportunidade de conectar clubes e governo, mas a CBF negociaria. No começo a ideia era um auxílio do BNDES, mas houve recuo, e a Caixa entrou em cena. Tudo isso antes da proibição das bets. Com ela, as negociações esfriaram. E colocam em risco o Fair Play financeiro da CBF.
Futebol brasileiro volta a campo com indicação de que fim das bets não vai ser revisto até o segundo turno
