Aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato ao governo do Rio Eduardo Paes (PSD) não participou de agenda pública com o petista durante a passagem dele pelo estado nesta sexta-feira. Ao longo do dia, Lula concedeu entrevista à Rádio Tupi e participou de evento de apresentação das ações integradas para a área de segurança pública.
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Paes disputa o Palácio da Guanabara com o apoio do PT. O ex-prefeito da capital, entretanto, se equilibra em um cenário no qual também busca ao menos parte dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) no estado — o chamado voto “BolsoPaes”. Em 2022, Jair Bolsonaro teve 51,09% dos votos no Rio no segundo turno, contra 40,68% de Lula.
O PL lançou nesta eleição o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Douglas Ruas, ao governo do Rio. De um lado, ruas busca ressaltar a aliança de Paes com Lula como uma forma de trazer ao Rio a polarização nacional. Do outro, o ex-prefeito da capital enfatiza em seus discursos a ligação do bolsonarista com o ex-governador Cláudio Castro (PL), de quem foi secretário.
Lula esteve no Complexo da Polícia Rodoviária Federal na agenda presidencial deste sexta-feira. Estiveram presentes o governador interino Ricardo Couto e o atual prefeito da capital, Eduardo Cavalieri (PSD).
Ao lado do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, na manhã desta sexta-feira, de uma cerimônia no Rio de Janeiro para apresentar ações integradas na área de segurança pública no estado
Domingos Peixoto / Agência O Globo
Troca de acusações
Durante comícios e sabatinas, o candidato do PL faz uso da expressão “soldado do Lula” ao se referir ao concorrente, afirmando que quem apoia Paes está, na verdade, contribuindo para um “projeto do Lula”.
Correligionários do político do PSD negam que exista um movimento para esconder a aliança com Lula, mesmo com o presidente não aparecendo no programa eleitoral ou no material de campanha de Paes. A avaliação é que ele, por ter sido prefeito por quatro mandatos, tem capital político para se apresentar sozinho, mostrando suas realizações na prefeitura.
Uma das tônicas de Paes em seus discursos ao se referir a Lula tem sido a de que está na contramão da polarização, afirmando que sua coligação é feita de pessoas que não pensam igual, mas se uniram por um objetivo maior. No mesmo sentido, o ex-prefeito tem reforçado em suas falas que quem governará o Rio não será Lula ou Jair Bolsonaro, e sim a pessoa escolhida pelo eleitorado fluminense, em mais uma tentativa de se esquivar da nacionalização.
Eduardo Paes não participa de agenda pública de Lula no Rio a duas semanas da eleição
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