O advogado César Villardi, que atua na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na ação penal que apura a trama golpista, afirmou que o político não irá comparecer ao julgamento porque “não está bem de saúde”. A declaração foi concedida nesta terça-feira, quando Villardi chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a primeira sessão.
Ao ser questionado sobre o assunto, o advogado afirmou que seu cliente não irá comparecer ao julgamento — que está previsto para ocorrer até a próxima sexta-feira, dia 12 de setembro —, além de destacar que os questionamentos sobre o estado de saúde de Bolsonaro devem ser feito “para os médicos”.
Advogados de Bolsonaro chegam ao STF para julgamento de trama golpista
Conforme mostrou o GLOBO nesta terça-feira, aliados do ex-presidente afirmam que o político tem enfrentado uma piora em um quadro de soluços intermitentes. A condição se arrasta desde a facada sofrida antes da eleições presidenciais de 2018, e que agora se agravou a ponto de provocar irritação no esôfago, vômitos frequentes e rouquidão.
Nesta terça, Bolsonaro assiste à sessão em sua casa, no condomínio em Brasília, acompanhado de seus três filhos — apenas Eduardo, que está nos Estados Unidos, e Flávio, que está no Congresso, não devem comparecer. A expectativa é de que, a partir da residência, ele se mantenha informado em tempo real sobre cada voto dos ministros.
Ao lado do pai estarão o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) — em Brasília desde sexta-feira —, Jair Renan, que viajou de Balneário Camboriú para se reunir com a família, e Laura, a filha caçula, que mora com os pais. Michelle Bolsonaro, que concilia a rotina da prisão domiciliar do marido com compromissos à frente do PL Mulher, também deve permanecer em casa durante todo o julgamento.
Além do desconforto, auxiliares de Bolsonaro ponderaram que sua presença no tribunal poderia gerar desgaste político, uma vez que a imagem de fragilidade poderia se sobrepor à estratégia de apresentar o ex-presidente como vítima de perseguição. Por isso, a decisão foi a de que ele acompanhasse a sessão em casa, em Brasília, cercado pela família.