A operação de segurança do primeiro turno das eleições contabilizou 1.191 registros de crimes eleitorais, segundo o boletim final do Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgado nesta segunda-feira. Ao todo, foram registradas 1.242 ocorrências. As forças de segurança apreenderam R$ 650.815, nove armas, 13 veículos e 316.047 materiais de campanha.
Boca de urna foi a ocorrência mais frequente, com 417 registros, seguida de propaganda eleitoral irregular, com 335. O levantamento também contabilizou 138 ocorrências de compra de votos ou corrupção eleitoral, 61 de desobediência às ordens da Justiça Eleitoral e 45 de violação ou tentativa de violação do sigilo do voto.
Minas Gerais teve o maior número de ocorrências, com 153, seguido do Paraná, com 107, e do Rio Grande do Sul, com 104. Por região, o Nordeste concentrou 356 registros, à frente do Sul, com 289, e do Sudeste, com 279.
Além dos crimes eleitorais, a força tarefa também registrou 51 ocorrências de crimes comuns contra candidatos, entre elas ameaça, calúnia, injúria ou difamação, lesão corporal, tentativa de homicídio e violência política de gênero.
Ao final, a operação contou com a participação de 321.097 agentes em todo o país, nas 27 unidades da Federação. O efetivo incluiu forças estaduais, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional.
Eleições têm 1.191 registros de crimes eleitorais e R$ 650 mil apreendidos, aponta Ministério da Justiça
