Deputado mais votado da história, Nikolas Ferreira (PL-MG) explicou nesta segunda-feira o motivo de não ter apoiado Carlos Bolsonaro (PL-SC) na disputa por uma vaga ao Senado nessas eleições. Segundo o mineiro, o filho “nº 2” de Jair Bolsonaro, eleito em Santa Catarina, ultrapassou um limite ao acusá-lo de tentar “calar e assassinar” o ex-presidente.
Eleições 2026: com 12 mulheres vitoriosas nas urnas, Senado bate em 50% o recorde anterior de eleitas no mesmo pleito
‘Do contra’: Saiba quais as cinco capitais que tiveram resultado diferente de seus estados na eleição presidencial
— Ah, por que o Nikolas não colocou fulano de tal na colinha em Santa Catarina. Não coloquei e não colocaria. “Ah, porque você é vingativo”. Não. Porque eu tenho princípios — disse o parlamentar, sem mencionar o nome de Carlos, durante uma entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan.
Segundo Nikolas, houve dois episódios que influenciaram sua decisão de não incluir Carlos nas sugestões de voto: o primeiro, de acordo com ele, foi a acusação de que teria tentado “calar e assassinar” Jair Bolsonaro (PL). O segundo ocorreu após o vazamento de um áudio em que ele aparecia em um diálogo com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
— Você tem ideia do que foi num dos dias mais difíceis para mim e para a minha família um cara falando que eu estava do lado do sistema, tentando acabar com o pai dele? — disse. — Uma pessoa que fala que tentei matar o pai dele não merece meu apoio.
Na entrevista, Nikolas também negou ter se afastado do ex-presidente:
— Nunca dei as costas ao presidente Bolsonaro e continuo próximo dele. Quem afasta as pessoas do presidente são eles.
Initial plugin text
'Não merece': Nikolas Ferreira diz que não apoiou Carlos Bolsonaro ao Senado em SC 'por princípios'
