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novembro 1, 2026
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Em ato audacioso, Butão mobiliza 40 mil voluntários para erguer 108 estupas budistas em um único dia

Por · novembro 1, 2026
Em ato audacioso, Butão mobiliza 40 mil voluntários para erguer 108 estupas budistas em um único dia


Mais de 40 mil voluntários participaram, neste domingo, da construção de 108 estupas budistas em Gelephu, no sul do Butão, em uma iniciativa que combina tradição religiosa e ambição econômica. O ato, descrito pelas autoridades como uma forma física de oração, integra os planos do pequeno reino do Himalaia para erguer uma nova cidade voltada ao desenvolvimento sustentável e à atração de investimentos.
A mobilização impressiona pela dimensão: as 108 estruturas, com cerca de 15 metros de altura cada, foram erguidas ao longo de 12 quilômetros, na área destinada à futura Cidade da Plena Consciência. As estupas são monumentos sagrados do budismo, tradicionalmente construídos para representar a iluminação de Buda e preservar relíquias ou objetos religiosos. Presentes em diferentes regiões do Himalaia, elas também simbolizam paz, proteção e espiritualidade.
Confira:
Megaprojeto para transformar a economia
A construção faz parte de um projeto idealizado pelo rei Jigme Khesar Namgyel Wangchuck, que instituiu a zona especial por meio de uma carta real em 2024. A proposta é criar um novo polo econômico, com investimentos em tecnologia verde, educação, turismo, serviços financeiros e negócios sustentáveis.
Encravado entre China e Índia, o Butão tem menos de 800 mil habitantes e uma política conhecida por priorizar a chamada Felicidade Nacional Bruta, conceito que busca equilibrar desenvolvimento econômico, preservação ambiental e bem-estar da população. O país, porém, enfrenta queda na natalidade e a saída de jovens em busca de oportunidades no exterior.
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Para viabilizar a nova cidade, estão previstos uma conexão ferroviária com o estado indiano de Assam e um aeroporto internacional, com inauguração estimada para 2029. A capacidade de atrair investimentos suficientes para concretizar o projeto, contudo, ainda desperta dúvidas entre analistas.
Moradora de Gelephu, Bishnu Maya Moktang, de 56 anos, acompanhou a cerimônia e demonstrou entusiasmo com a transformação prevista para a região.
— Espero viver o suficiente para ver a cidade. Meus pais morreram jovens e não terão a oportunidade de conhecê-la. Sinto-me afortunada — afirmou à agência France-Presse (AFP).

Em ato audacioso, Butão mobiliza 40 mil voluntários para erguer 108 estupas budistas em um único dia