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“Mas uma coisa ninguém pode negar: o Rio é uma das principais cidades do mundo quando o assunto é reunir multidões apaixonadas pela música. Aliás, bem que o @todomundonorio do ano que vem poderia ter um artista britânico no palco. Eu já dei várias sugestões pro prefeito Paes. É garantia de praia lotada!”, publicou Stephanie em sua conta no Instagram.
A polêmica começou após uma investigação, liderada pela equipe da BBC Verify e por um especialista em densidade de público, apontar ser “altamente improvável” que as alegações de público oficial “sejam precisas”. A apuração começou a partir do questionamento de um espectador do canal e comparou imagens da hora do show com um mapa da mesma região da Zona Sul carioca.
A BBC estimou que a plateia ocupou, na ocasião, uma área de 140 mil metros quadrados — o equivalente a cerca de 20 campos de futebol. O jornalista Richard Irvine-Brown calculou o número de pessoas presentes com base numa densidade de 4,7 pessoas por metro quadrado, o máximo recomendado pelo guia britânico de segurança nos esportes. A reportagem também contou o número de janelas e sacadas nas quais outras pessoas poderiam assistir à apresentação.
Em resposta, Paes rebateu o questionamento, ironizou o cálculo matemático feito pela emissora britânica e reforçou a informação de que o espetáculo contou com a presença de mais de 2 milhões de pessoas por meio da fórmula desenvolvida pelo governo local.
“Sabem de nada! Não entendem de Rio! No mesmo espaço que cabem 660 mil britânicos, cabem 2.2 milhões de brasileiros animados e felizes! E calientes!”, escreveu o prefeito em sua conta na rede social.
“A BBC provavelmente tem alguma ligação com o jornal brasileiro Folha de São Paulo. Meu Deus. Eles não entendem o fluxo de pessoas e o tamanho da praia de Copacabana. Pior que isso, eles acham que nós, brasileiros, ficamos longe uns dos outros como os britânicos”, complementou.