No coração pulsante de Paris, escondido entre os salões do icônico hotel Le Meurice, encontra-se um refúgio tão excêntrico quanto elegante: o restaurante Le Dalí. Muito mais do que um espaço gastronômico, ele é uma celebração à arte, ao paladar e à história surrealista de seu patrono simbólico, Salvador Dalí, que viveu por trinta anos entre as paredes desse mesmo hotel. Não à toa, sua estética — com cadeiras desconexas, almofadas vibrantes e um teto monumental pintado por Ara Starck, filha do renomado designer Philippe Starck — nos transporta para um universo onírico e acolhedor.
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Com uma sala de jantar ampla, aberta e versátil, o Le Dalí se consolida como o restaurante principal do hotel, atraindo desde casais apaixonados a executivos em reuniões, fashionistas durante a Paris Fashion Week e grupos que desejam celebrar com sofisticação.
Diferentemente dos bistrôs parisienses tradicionais, o restaurante não possui fachada visível para a rua, o que o torna um endereço quase secreto, reservado aos que realmente sabem onde encontrar experiências únicas na cidade-luz.
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Durante o dia, o Le Dalí pulsa com vida. O menu é democrático sem perder a sofisticação, com pratos como club sandwiches, risoto cacio e pepe, saladas frescas e hambúrgueres artesanais. Mas é à noite que a mágica se intensifica: as luzes se apagam para dar lugar a apresentações de música ao vivo, com pianistas e DJs que embalam os jantares em um clima íntimo e envolvente.
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Quem assina a cozinha é Clémentine Bouchon, uma das chefs mais promissoras da cena gastronômica parisiense. Escolhida pessoalmente por Alain Ducasse para comandar o Le Dalí, Clémentine tem apenas 34 anos e uma trajetória singular: começou os estudos em literatura com o desejo de se tornar jornalista gastronômica, mas descobriu, entre ingredientes e panelas, sua verdadeira vocação.
Antes de chegar ao Le Meurice, Bouchon passou por cozinhas prestigiadas como as dos hotéis George V, Ritz e Bristol. Sua primeira experiência como chef foi no Hyatt Étoile. Desde fevereiro de 2022, ela comanda todas as cozinhas do Le Meurice, incluindo o restaurante Le Dalí, banquetes e serviço de quarto, sempre em sintonia com o chef executivo Amaury Bouhours.
Sua culinária é marcada por uma fusão entre o clássico e o inovador, com técnica refinada e sabores expressivos. Clémentine acredita que “se um produto é bom, tudo o que você precisa fazer é elevá-lo”, frase que carrega da filosofia de Alain Ducasse e que traduz sua cozinha delicada, honesta e, ao mesmo tempo, surpreendente.
Brunch, chá da tarde e… sorvetes-obra de arte
Aos domingos, o brunch do Le Dalí é um dos mais disputados de Paris. Os parisienses lotam as mesas em busca de porções generosas e sobremesas coloridas. Durante a tarde, os holofotes se voltam para o chá da tarde do chef confeiteiro Cédric Grolet, conhecido por criar verdadeiras esculturas comestíveis. As criações encantam tanto pelo sabor quanto pela estética impecável.
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Nos meses de verão, de 1º de julho a 31 de agosto, Grolet e sua equipe lançam a “delícia congelada”, uma pausa refrescante e frutada que inclui três frutas congeladas esculpidas, uma fruta clássica trompe l’oeil do menu e um biscoito de framboesa e baunilha.
Para acompanhar, o tradicional chocolate quente dá lugar a chás gelados, Frappé de Chocolate, Café Affogato e sucos naturais. O menu custa 55 euros (aproximadamente 355,85 reais) por pessoa e é ideal para quem deseja se refrescar com requinte nos dias quentes da capital francesa.
Bem-estar elevado à arte
E para quem quer complementar a experiência sensorial, o Spa Valmont, localizado no Le Meurice, sugere uma imersão em bem-estar com a Massagem Californiana — um tratamento corporal suave e relaxante que combina movimentos fluidos, alívio muscular e hidratação profunda.
O ritual inclui ainda uma esfoliação com sal marinho, rica em minerais, que deixa a pele macia e revitalizada. Disponível de 21 de junho a 1º de setembro, o tratamento de 90 minutos custa 295 euros (1.908,65 reais).
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O Le Dalí não impressiona apenas pelo design e pela gastronomia: o restaurante acaba de receber o selo Ecotable, que reconhece práticas sustentáveis na gastronomia. Sob a liderança de Clémentine Bouchon, o local tem adotado uma abordagem consciente, provando que é possível aliar sofisticação, criatividade e responsabilidade ambiental.