As empresas brasileiras vêm aumentando suas exportações para a China. Em 2023, a Vale, por exemplo, forneceu 186 milhões de toneladas de ferro para o país, volume que passou para 187 milhões de toneladas no ano passado. A Marcopolo, por sua vez, produziu 126 ônibus em sua operação na China em 2024, volume 8,6% maior do que o registrado no ano anterior.
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A Vale é uma parceira de longo prazo e fornecedora de matéria-prima para a indústria siderúrgica chinesa, afirma o CEO Gustavo Pimenta. O país é o maior produtor de aço e consumidor de minério de ferro do mundo. Desde 2006, tem sido o maior mercado da empresa brasileira e destino de mais de 50% dos produtos desde 2014. Hoje, o minério vendido para a China representa 60% do volume total de vendas da Vale, que também fornece metais básicos, como níquel e cobre. E mantém parceria estreita para a aquisição de equipamentos e serviços nas áreas de mineração, infraestrutura e logística.
— A China continuará sendo nosso mercado mais importante no futuro — estima Pimenta. — A Vale, que oferece o minério de maior qualidade do mundo, produto essencial para a transição energética, está muito bem posicionada.
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O minério de ferro, quando usado na produção de aço, reduz a pegada de carbono — uma qualidade estratégica para países que, como a China, procuram reduzir os impactos no meio ambiente. A empresa lançou o briquete, que substitui a sinterização no alto-forno e reduz em até 10% as emissões. Quando o hidrogênio verde estiver disponível, poderá viabilizar o aço verde.
Em 2024, a participação da China na receita operacional líquida da Vale foi de US$ 18,5 bilhões (R$ 104,5 bilhões), o equivalente a 49% dos negócios em suas operações globais. Considerando-se apenas os negócios referentes a minério de ferro, a participação da China na receita chega a 61%.
A atuação da empresa brasileira na China vem de longa data. Começou em 1973, um ano antes de serem firmadas as relações diplomáticas entre os países.
Já a Marcopolo iniciou a transferência de tecnologia para a China em 2001. Nesse período, comercializou quase 700 unidades para o país. Em 2024, entregou 60 ônibus para Hong Kong. Uma das inovações recentes desenvolvidas na planta chinesa é o veículo movido a célula de combustível de hidrogênio.
— É considerado um case de inovação da companhia — afirma André Armaganijan, CEO da Marcopolo.
Em 2024, foram produzidos 126 ônibus, volume 8,6% maior do que no ano anterior. Em termos de receita líquida foram 135 veículos registrados, o que representa aumento de 42,1% em relação a 2023. A receita líquida operacional das operações internacionais foi de R$ 2,2 bilhões (R$ 12,4 bilhões) em 2024, sendo que a China foi responsável por R$ 62 milhões (R$ 350 bilhões).

