Uma jiboia foi resgatada nesta quinta-feira após entrar na área de serviço, onde eram guardados materiais de limpeza, numa casa em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Guarda-parques do Parque Estadual da Pedra Branca foram acionados pelos moradores. Após avaliação veterinária, o animal foi reintroduzido em seu habitat natural.
- Bicho solto: Bombeiros fazem mais de 70 resgates de animais por dia no Estado do Rio
- Crime: tucano que teve asas cortadas para que não voasse é resgatado numa casa da Baixada Fluminense
A casa em que a serpente foi encontrada fica na Avenida Josino Fernandes. Ainda nesta quinta-feira, os agentes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) também soltaram em áreas florestais em Realengo e em Bangu, ambos na Zona Oeste, outra jiboia e um gambá-de-orelha-preta (conhecido também como saruê ou timbu), ambos após passar por exames médicos.
Jiboias são serpentes não-venenosas, nativas da América do Sul, comumente encontrada em florestas do Brasil. Apesar do tamanho — pode chegar a 3 metros — elas não representam risco às pessoas quando estão em ambiente natural. Já os saruês são um dos maiores marsupiais do país e habitam ainda a Argentina e o Paraguai: seu papel ecológico é crucial no controle de insetos e pequenos roedores.
- Vítima de armadilha: Jaguatirica alvejada por mais de 20 tiros de chumbo e com pata quebrada é resgatada no interior do Rio
Levantamento recente dos bombeiros mostrou que, de 1º de janeiro a 20 de março deste ano, 5.761 animais — a maioria deles silvestre, já que a estatística também inclui os domésticos — foram resgatados por equipes de salvamento e contenção. Isso representa uma média de 72 chamados por dia no estado.
O total é 15% maior do que o contabilizado no mesmo período de 2024. A capital concentra, por enquanto, a maior parte dos resgates, com 3.224 bichos encontrados distantes de onde deveriam estar. A campeã no ranking de aparecimentos em áreas urbanas é a cobra — 1.346 foram resgatadas nesses quase três meses. Os gambás ocupam a segunda posição, com 1.130.

