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entenda de que forma a alimentação pode impactar a beleza

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julho 29, 2025
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O excesso de açúcar também pode impactar diretamente a saúde da pele — Foto: Reprodução/Redes sociais

A pele reflete o que acontece dentro do corpo. Por isso, uma alimentação balanceada e rica em nutrientes contribui para a produção de colágeno, o controle da oleosidade, a renovação celular e até a prevenção de inflamações. “Já dietas com excesso de açúcar, frituras e alimentos ultraprocessados podem agravar quadros de acne, levar ao envelhecimento precoce, piora da oleosidade e sensibilidade cutânea. Ou seja: sim, o que comemos aparece na pele”, explica a dermatologista Daniela Suzuki Locatelli, da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-RESP).

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No entanto, não se trata de demonizar alimentos isoladamente. “Dependendo do contexto alimentar do paciente, de como é a sua dieta, há uma influência positiva ou negativa dos alimentos na pele. Essa influência é ligada principalmente a três processos que estão altamente relacionados: oxidação (maior produção de radicais livres), inflamação e glicação (endurecimento das fibras de colágeno por excesso de açúcares na dieta). Esses processos estão ligados ao aparecimento acentuado de rugas, flacidez e manchas”, ressalta o dermatologista Daniel Cassiano, diretor de comunicação da SBD-RESP.

Segundo Daniela, uma alimentação equilibrada que inclua proteínas magras, carboidratos complexos (como arroz integral e batata-doce), gorduras boas (como azeite e castanhas), além de muitas frutas, verduras e legumes, garante variedade e equilíbrio. “Não tem relação com cortar alimentos ou seguir regras rígidas. Comer bem precisa ser sustentável e prazeroso”, afirma.

O excesso de açúcar também pode impactar diretamente a saúde da pele. “A reação de açúcares com o colágeno resulta nos famosos AGEs (Advanced Glycation End Products), que danificam as fibras da pele, causando flacidez, rugas, perda de elasticidade e também manchas”, explica Maísa Fabri Mazza, dermatologista e membro da SBD-RESP.

“O colágeno e a elastina são responsáveis pela firmeza e elasticidade da pele. Quando são afetados pela glicação, tornam-se mais rígidos e quebradiços, favorecendo o aparecimento de rugas e flacidez. A glicação também prejudica a capacidade do corpo de fazer neocolagenese, ou seja, produzir novas fibras de colágeno, tornando a pele mais fina e flácida. E o excesso de açúcar no organismo gera um ambiente inflamatório generalizado, aumentando a produção de radicais livres que estão envolvidos no processo de envelhecimento da pele”, completa Thais Guerreiro, também dermatologista da SBD-RESP.

Mas o açúcar não é o único vilão. “Recomendamos também a diminuição no consumo de alimentos cozidos em altas temperaturas, torrados ou grelhados em excesso, que apresentam consistência marrom/crocante. O consumo excessivo de álcool, o tabagismo e o sedentarismo também podem contribuir para a produção de AGEs. E outros fatores externos que podem aumentar o conteúdo de AGEs na pele incluem a exposição à poluição, aos metabólitos da fumaça do tabaco e à luz UV”, acrescenta Maísa.

O excesso de açúcar também pode impactar diretamente a saúde da pele — Foto: Reprodução/Redes sociais

Por outro lado, dietas extremamente restritivas ou que excluem grupos alimentares inteiros podem gerar deficiências nutricionais que afetam negativamente a pele. “Ressecamento, surgimento ou piora da acne, queda de cabelos e unhas frágeis são sinais comuns. O ideal é buscar um caminho equilibrado, que respeite seu corpo e suas necessidades”, orienta Daniela.

Ela complementa: “Dietas restritivas ou alimentação nutricionalmente pobre fazem o organismo digerir a energia apenas para funções essenciais de funcionamento do corpo, deixando de lado a nutrição e oxigenação de tecidos como cabelo e pele. Por esse motivo, um dos principais sintomas físicos de uma alimentação deficitária é a queda de cabelos (eflúvio telógeno). Com relação à nutrição, anemia ferropriva e deficiência de zinco, vitamina B12 e vitamina D podem também ser causas desse tipo de queda capilar. O excesso de açúcar na dieta também pode comprometer a saúde dos folículos capilares aumentando a possibilidade de eflúvio”, afirma Daniel.

Thais também ressalta que bons hábitos de vida e ajustes na dieta fazem diferença na saúde da pele. “Alimentos antioxidantes combatem os radicais livres e reduzem a inflamação causada pela glicação. Então, devem ser consumidas frutas vermelhas, chá verde, vegetais verde-escuros (espinafre, couve) e cacau 70% ou mais. As proteínas e gorduras saudáveis ajudam na reparação do colágeno. Podemos ingerir peixes ricos em ômega-3 (salmão, sardinha), abacate, nozes e amêndoas, além do azeite de oliva extravirgem. Também é importante beber bastante água, para manter a pele hidratada e favorecer a eliminação de toxinas. Exercícios físicos regulares melhoram a circulação e reduzem a inflamação no organismo. E o sono adequado ajuda na reparação celular e reduz os danos causados pelo açúcar”, explica.

“Incorporar um suplemento que contenha vitaminas como a C, D e E à rotina diária também pode auxiliar na construção de uma linha de defesa contra os AGEs. Assim como a aplicação diária de creme hidratante e protetor solar para proteção contra os efeitos indesejados dos raios UV e poluentes”, completa Maísa.

Por fim, Daniel lembra que “os sinais que a pele apresenta devem ser analisados pelo dermatologista que investigará as possíveis causas. Portanto, o melhor a fazer é se consultar com um médico”.

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