Cerca de 60 mil migrantes entraram em Ceuta vindos do Marrocos, país vizinho, em apenas alguns dias, disse o presidente regional do enclave espanhol, Juan Jesús Vivas, a jornalistas. Segundo o governo da Espanha, mais de 48 mil já retornaram. Em meio a esta crise migratória, a Espanha instalou, neste sábado, uma barreira flutuante em Ceuta.
Entenda: 22 líderes da União Europeia pedem reunião urgente sobre crise migratória em Ceuta
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A barreira pneumática de 500 metros de comprimento foi instalada na água por uma embarcação da Guarda Civil espanhola perto do posto fronteiriço para reforçar a segurança.
Pelo menos 67 pessoas morreram em uma recente onda de travessias de migrantes do Marrocos para o enclave espanhol de Ceuta, no Norte da África, informou neste sábado o ministro do Interior da Espanha.
Barreira flutuante em Ceuta
JORGE GUERRERO / AFP
Barreira flutuante em Ceuta
JORGE GUERRERO / AFP
‘Reunião urgente’
Vinte e dois líderes da União Europeia pediram, neste sábado, uma “videoconferência de urgência” dos ministros do Interior do bloco para discutir a crise migratória desencadeada pela entrada em massa de migrantes marroquinos em Ceuta. Em uma carta aberta, os signatários afirmam que a resposta do bloco deve deixar claro que “travessias em massa” não podem transmitir a ideia de que é possível entrar ilegalmente na UE e posteriormente obter permanência legal.
“Não podemos permitir que travessias em massa e descontroladas, a instrumentalização da migração ou outras ameaças híbridas deem a impressão de que é possível entrar ilegalmente na União Europeia. E que uma entrada ilegal possa depois se transformar em uma permanência legal”, afirmam os signatários.
O documento foi assinado por 22 dirigentes europeus, entre eles a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o chefe do governo da Alemanha, e reforça a pressão para uma resposta coordenada do bloco após a crise migratória que mobilizou governos e provocou tensões diplomáticas entre países europeus.
Migrantes estão sentados na praia de Trampolin enquanto aguardam a entrada no CETI — centro de acolhimento temporário para migrantes — no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, em 1º de agosto de 2026
JORGE GUERRERO / AFP
Um soldado espanhol observa migrantes sentados no chão antes de escoltá-los de volta ao Marrocos, no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, em 1º de agosto de 2026
JORGE GUERRERO / AFP

