Uma impressionante espiral azul no céu chamou atenção no Reino Unido e, mais tarde, na região da Ucrânia e Rússia. Internautas chegaram a especular se haviam testemunhado um OVNI, mas o fenômeno, descrito como um “vórtice azul giratório” ou “espiral galática”, aconteceu por intervenção humana.
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Apesar de causar alvoroço, a explicação real é mais simples do que as teorias envolvendo um objeto voador não identificado. A espiral foi causada pelo descarte de combustível de um foguete Falcon 9, da SpaceX, lançado nesta segunda-feira do Cabo Canaveral, na Flórida. A formação ocorreu quando o segundo estágio do foguete realizou uma queima controlada de reentrada, liberando o excesso de combustível na atmosfera.
O cientista britânico Brian Cox confirmou a origem do fenômeno na rede social X, compartilhando um vídeo do pouso bem-sucedido do primeiro estágio do Falcon 9. Astrônomos e entusiastas espaciais também ajudaram a esclarecer o ocorrido, incluindo páginas especializadas que explicaram o impacto dos jatos de exaustão do foguete na formação da espiral.
Já o astrônomo americano Jonathan McDowell relatou que o lançamento teve uma trajetória incomum para uma inclinação de 64 graus, mais ao norte do que a maioria dos lançamentos da SpaceX da costa leste costumam ir, mas os detalhes da missão são mantidos completamente em sigilo. Os detalhes da missão NROL-69 são classificados, portanto, não está claro qual satélite foi lançado nem qual será sua função no espaço.
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O lançamento foi feito para o Escritório Nacional de Reconhecimento (NRO), responsável pelos satélites espiões militares dos Estados Unidos. Essa foi a quinta missão de 2025, de um total de aproximadamente uma dúzia de lançamentos previstos para o ano. Missões secretas como essa são comuns, e apenas nos últimos dois anos, o NRO afirmou ter lançado mais de 150 satélites.
O fenômeno da espiral azul já ocorreu outras vezes nos últimos anos, não apenas na Europa, mas também no Havaí e no Ártico, após lançamentos feitos a partir da Flórida. A espiral giratória é semelhante ao fenômeno conhecido como “água-viva espacial”, que pode ser vista quando um foguete é lançado pouco antes do nascer do sol ou logo após o pôr do sol.
O efeito ocorre porque a pluma de exaustão do foguete é iluminada pelo sol, criando uma nuvem brilhante que parece cintilar e pulsar para observadores no solo durante a escuridão.
