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estilo arquitetônico que completa cem anos de história espalha beleza pelas ruas do Rio de Janeiro

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julho 27, 2025
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O arquiteto Marcio Roiter em frente ao prédio Itahy, em Copacabana — Foto: Ana Branco

O ponto turístico que mais atrai visitantes estrangeiros que vêm ao Brasil está no Rio. O Cristo Redentor lidera o ranking, segundo pesquisa deste ano da revista Tendências do Turismo (Ministério do Turismo e Embratur). O monumento, reconhecido em 1992 como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, soma outra grande glória: há 93 anos, detém o título de maior escultura do mundo com referências do art déco, movimento arquitetônico que chega ao seu centenário, assim como o jornal O GLOBO.

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Foi na Paris de 1925, na Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas, que a corrente ganhou admiradores de todo o mundo. Naquele início de século XX — período pós-Belle Époque —, a Europa vivia uma fase pacífica favorável à disseminação de sua cultura mundo afora.

Do outro lado do Atlântico, no Rio de Janeiro, o movimento arquitetônico moderno que efervesceu na França ganhou adeptos e logo se concretizou em novas edificações do Centro e da Zona Sul. Entremeados aos exuberantes mares de morro naturais, os prédios passaram a tornar notória sua geometria, com a combinação de vãos, ângulos retos e lajes. Copacabana, bairro que despontou nos anos 1920, tem edifícios simbólicos do art déco: o Guahy e o Roxy são alguns deles.

O estilo francês que influenciou a arquitetura carioca, porém, não deixou de sofrer modificações ao longo do tempo. Márcio Roiter, autor do livro “Rio de Janeiro Art Déco” (Casa da Palavra, 2011), frisa que muitas das fachadas perderam a originalidade.

— Fecharam varandas, trocaram esquadrias, encheram de ar-condicionado… — diz o escritor.

O arquiteto Marcio Roiter em frente ao prédio Itahy, em Copacabana — Foto: Ana Branco

Por avenidas e ruas do Centro e da Zona Sul, regiões do Rio que se urbanizaram exponencialmente a partir de 1920, imponentes edifícios se tornaram marcas do estilo, como o Hicatu (Flamengo) e o A Noite (Praça Mauá), primeiro arranha-céu da América Latina, que passará por reformas e conservará características arquitetônicas.

A difusão do art déco no Brasil avançou para a década de 1930, quando houve multiplicação de edifícios institucionais no Rio. O arquiteto Francisco Eduardo Hue destaca a região central como cenário de expansão nesse período.

— O art déco está nas galerias cobertas que encontramos na Presidente Vargas e também nos antigos ministérios, como o da Fazenda — diz Hue.

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A poucos quilômetros do Centro, o bairro do Flamengo é outro a reunir edifícios do estilo. Um dos mais ilustres é o Biarritz, projetado em 1940 por Henri Paul Pierre Sajous. Na Praia de Botafogo, o Edifício Corcovado ostenta balcões em balanço, separados pela imponente porta de acesso com pé-direito triplo.

Edifício Hicatu, no Flamengo, tem referências do art déco — Foto: Ana Branco
Edifício Hicatu, no Flamengo, tem referências do art déco — Foto: Ana Branco

O empresário e arquiteto Miguel Pinto Guimarães lembra que a aderência do Rio ao art déco ocorreu numa época de ebulição cultural.

— Ele se adaptou tão bem à cidade que se tropicalizou; incorporou elementos da cultura nacional e, inclusive, isso reverberou nos nomes com que alguns edifícios foram batizados: Payssandu, Itahy, Ipu — diz o especialista.

Edifício A Noite, construído em estilo Art-déco em 1929 — Foto: Ana Branco / Agência O Globo
Edifício A Noite, construído em estilo Art-déco em 1929 — Foto: Ana Branco / Agência O Globo

Beleza e história visíveis na cidade mantêm viva a memória e levam a reflexões sobre como, em décadas posteriores a 1920, 1930 e 1940, as criações modernistas brasileiras na arquitetura também passaram a ser reconhecidas internacionalmente.

— É evidente que existem linhas mestras de geometrização, os zigue-zagues. Essas influências são inúmeras. Isso tudo é a gênese do art déco que, no Brasil, vai até os anos 1950 — diz Roiter.

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