Ex-ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram derrotados nas urnas nas disputas para o Congresso e governo estaduais no domingo. No total, eram 20 nomes disputando a eleição.
Dentro desse grupo, os resultados mostram que dez já foram derrotados e sete conseguiram se eleger. Ainda há três casos em aberto, porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não informou a totalização dos votos para a Câmara dos Deputados e assembleias em São Paulo e Minas Gerais.
Doze desses candidatos eixaram a gestão petista neste ano, no limite do prazo para concorrer.
Buscavam uma vaga ao Senado os ex-ministros: André Fufuca (Esportes), Celso Sabino (Turismo), Carlos Fávaro (Agricultura), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Marina Silva (Meio Ambiente), Rui Costa (Casa Civil) e Simone Tebet (Planejamento). Desses, foram eleitos somente Fufuca e Costa.
A onda de direita fez com que Marina e Tebet ficassem atrás de Derrite (PL) e André do Prado na disputa pelo Senado em São Paulo, enquanto Gleisi perdeu a vaga para Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo).
Para a Câmara se candidataram Anielle Franco (Igualdade Racial), Jader Filho (Cidades), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas). A ex-ministra de Cidadania Macaé Evaristo concorreu a deputada estadual por Minas Gerais e deve ser eleita, mas o resultado ainda não foi oficializado. Foram eleitos: Anielle, Sônia Guajajara, Jader Filho, Silvio Costa Filho e Paulo Teixeira
Além desses nomes, outros políticos que chegaram a ocupar um assento na Esplanada petista, mas deixaram o posto em algum momento nos últimos quatro anos também tentaram se eleger. Entre eles Paulo Pimenta (ex-ministro da Secom) que buscou uma cadeira ao Senado pelo Rio Grande do Sul —e não foi eleito.
O ex-ministro Juscelino Filho (Comunicação), que é deputado, foi reeleito. A ex-ministra Daniela Carneiro (Turismo), também deputada, não foi reeleita. A ex-ministra da Saúde Nísia Trindade, que foi substituída por Alexandre Padilha em fevereiro de 2025, conseguiu uma vaga na Câmara pelo Rio de Janeiro.
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad e o ex-ministro de Empreendedorismo Márcio França disputaram o Governo de São Paulo na mesma chapa, mas foram derrotados pelo atual governador, Tarcísio de Freitas, no primeiro turno. O ex-ministro dos Transportes Renan Filho se candidatou ao Governo de Alagoas e foi derrotado por João Henrique Caldas, o JHC (PSDB).
Em 2022, 13 ex-ministros de Jair Bolsonaro buscaram vagas no Congresso. No total, 9 deles saíram vitoriosos das urnas. No Senado, dos 8 candidatos, cinco foram eleitos: Damares Alves (ex-ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Tereza Cristina (Agricultura) e Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública).
Foram derrotados: Gilson Machado (Turismo), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde).
Na Câmara, 5 ex-ministros tentaram uma vaga e 4 foram eleitos: Ricardo Salles (Meio Ambiente), Marcelo Álvaro Antônio (Turismo), Eduardo Pazuello (Saúde) e Osmar Terra (Cidadania). O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub não teve votos suficientes.
Além disso, três ex-ministros disputaram governos estaduais —Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência) e João Roma (Cidadania)—, mas somente Tarcísio foi eleito.
Ex-ministros de Lula sofrem derrotas na disputa pelo Congresso e governos estaduais
