As Forças Armadas de Israel bombardearam nesta terça-feira uma instalação ligada ao grupo rebelde Houthi no Porto de Hodeida, no oeste do Iêmen, em uma nova ofensiva em uma das múltiplas frentes de combate ativas no Oriente Médio.
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Em um comunicado divulgado após o ataque, os militares israelenses afirmaram que o bombardeio era uma resposta “a repetidos atentados” lançados pelos houthis contra o Estado judeu, por meio de drones e mísseis terra-terra. O Exército acusa os houthis de usarem a cidade portuária ocidental como ponto de trânsito para armamentos iranianos — grande parte dos portos e muitas das estradas do país — essenciais para a entrada de alimentos e medicamentos — estão em ruínas.
“O Exército de Israel atacou infraestruturas militares do regime terrorista Houthi no porto de Hodeida, no Iêmen. O porto de Hodeida é utilizado pelo regime terrorista para a transferência de armamentos do regime iraniano, os quais são usados para executar planos de terrorismo contra o Estado de Israel e seus aliados”, anunciaram os militares em uma nota oficial após o ataque.
Meios de comunicação controlados pelos rebeldes houthis confirmaram o ataque. A emissora de televisão al-Masirah noticiou sobre “uma série de incursões de aviões inimigos israelenses sobre o porto de Hodeida”, confirmando ao menos 12 ataques que atingiram o cais.
Um porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, afirmou em uma publicação nas redes sociais que as defesas aéreas do grupo “causaram confusão significativa entre as aeronaves inimigas”, forçando algumas “formações de combate israelenses a deixar o espaço aéreo antes de executar sua agressão”.
Os ataques ocorreram após um aviso urgente de retirada emitido pelo lado israelense. O porta-voz militar Avichay Adraee, responsável por comunicações em árabe, afirmou que qualquer pessoa que permanecesse na área estaria colocando a vida em perigo, e disse que civis retirassem suas embarcações do local.
O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, declarou que a Força Aérea israelense bombardeou o porto “para garantir a continuidade do cerco naval e aéreo contra a organização terrorista houthi”. Ele acrescentou que os houthis “continuarão a receber golpes e pagarão preços dolorosos por qualquer tentativa de atacar Israel”.
O Exército israelense confirmou ações contra três inimigos do “Eixo da Resistência” nas últimas 24 horas, incluindo a nova etapa da operação terrestre contra o Hamas na Cidade de Gaza. Um alvo do Hezbollah também foi eliminado no sul do Líbano, segundo os militares.
Os houthis, um grupo apoiado pelo Irã, controlam grande parte do Iêmen, incluindo a capital, Sanaa, desde 2014. Eles vêm atacando Israel com mísseis e drones em solidariedade ao Hamas, após o grupo ter liderado um ataque contra Israel em 7 de outubro de 2023.
Os houthis também têm como alvo navios no Mar Vermelho — uma rota comercial vital que leva ao Canal de Suez — numa tentativa de pressionar Israel e seus aliados devido à campanha militar em Gaza. Os Estados Unidos já realizaram vários ataques contra alvos houthis em resposta.
Israel ampliou seus ataques aos houthis recentemente, tendo matado o “primeiro-ministro” do grupo e alguns de seus ministros em bombardeios no mês passado.
Na semana passada, Israel também atacou a capital Sanaa, mirando um prédio que abrigava a divisão de mídia dos houthis. Esse ataque em Sanaa e em outros alvos na província de al-Jawf deixou pelo menos 46 mortos, segundo o grupo. (Com AFP e NYT)