A mãe de uma menina palestina assassinada em Gaza pelo Exército israelense em janeiro de 2024 espera que o filme inspirado na história de sua filha, que será exibido no Festival de Veneza nesta quarta (3), ajude a parar a guerra e a salvar vidas.
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— Espero que este filme contribua para interromper esta guerra destrutiva e salvar outras crianças de Gaza — declarou à AFP Wisam Hamada, referindo-se a “The Voice of Hind Rajab”, uma das 21 produções em competição na mostra.
Hind Rajab, de 5 anos, foi encontrada morta num carro crivado de balas na Cidade de Gaza em janeiro de 2024. O veículo em que viajava com outros familiares foi atacado por soldados israelenses.
Sua história gerou forte comoção internacional e pedidos de uma investigação independente.
— Minha filha tem hoje um eco em todo o mundo e nunca será esquecida — afirma Hamada. — Mas Hind é só um caso entre milhares. Por que o mundo não agiu para salvar outros pais e outras crianças? — questiona a mãe de 29 anos, que mora com o filho de 5 anos.
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Seu marido morreu há um ano.
— O mundo inteiro nos deixou morrer, passar fome, ter medo e ser deslocados à força sem fazer nada, é uma traição imensa — acrescenta.
Procurado pela AFP, o Exército israelense, que nunca anunciou uma investigação formal sobre este caso, afirmou, sem dar mais detalhes, que as circunstâncias da morte de Hind Rajab ainda estão “sendo examinadas”.
Entre os temas atuais em pauta no festival, Kathryn Bigelow levou a Veneza a preocupação com a ameaça nuclear. O mundo precisa estar muito mais informado e reduzir seu arsenal nuclear, disse a diretora americana vencedora do Oscar.
Bigelow exibe no evento seu primeiro filme em oito anos, o thriller político “A house of dynamite”. Defendendo o desarmamento nuclear, a diretora de “Guerra ao terror” e “A hora mais escura” disse que a sobrevivência humana está em jogo.
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Estrelando Idris Elba como o presidente dos Estados Unidos, o filme se passa após a descoberta de que um país desconhecido lançou um míssil nuclear contra os Estados Unidos, ameaçando destruir Chicago.
Kathryn Bigelow acompanha a contagem regressiva vinda de vários centros de comando. Numa construção cinematográfica tensa, ela revisita o mesmo evento, usando o mesmo diálogo, da perspectiva do Pentágono e da Casa Branca, com o presidente forçado a decidir como agir.
É um dos 21 filmes que competem pelo principal prêmio, o Leão de Ouro em Veneza, que será entregue no sábado.