A população preta e parda, que no Censo 2022 do IBGE ultrapassou a população branca, é também a maioria na pesquisa de torcidas O GLOBO/Ipec-Ipsos. E predominante na torcida do Flamengo: o estudo mostra que 65% dos que se declaram rubro-negros são pretos ou pardos, a maior proporção entre as cinco principais torcidas do país.
Para esse detalhamento, foram consideradas apenas as torcidas de Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Vasco — as únicas que atingiram uma base amostral mínima de entrevistados, permitindo a análise dos dados com margem segura de erro.
Junto aos rubro-negros, aparecem São Paulo (59%) e Palmeiras (58%) como a segunda e terceira torcidas mais pretas do país. O Vasco tem 55% e o Corinthians, 53%.
Entre as torcidas mais brancas, proporcionalmente, aparecem o Corinthians (46%) e o Vasco (42%). O Palmeiras é a terceira, com 38%. Já entre aqueles de outras raças, cores e etnias, as porcentagens são bem próximas. O alviverde é o que apresenta mais delas, com 4%.
No recorte geral, as preferência da maioria dos entrevistados que se declaram pretos ou pardos na pesquisa seguem sendo as cinco torcidas da base amostral mínima, com liderança de Flamengo (24,6%) e Corinthians (11,4%).
Fora do quinteto, o destaque é o Bahia, sexto colocado em preferência (3,2% dos pretos e pardos). Um reflexo também das características da cidade de Salvador, capital com a maior população negra em termos proporcionais do país, segundo o IBGE: 34,1% dos 2,4 milhões de moradores se declaram negros, enquanto 49,1% se identificam como pardos. O estado da Bahia também tem nove dos dez municípios mais pretos do país.
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Uma tendência que também parece fazer efeito no Vitória, que aparece em 14º (1,3% de preferência) nesse recorte, à frente de grandes torcidas como Ceará, Santa Cruz, Fortaleza, Fluminense e Internacional.