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Flotilha com Greta Thunberg e ativista brasileiro protestava contra bloqueio imposto por Israel a Gaza desde 2007; Entenda

BRCOM by BRCOM
junho 9, 2025
in News
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Vídeo mostra ativistas com mãos para o alto após interceptação israelense

A interceptação do veleiro Madleen, tripulado por 12 ativistas que pretendiam levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, por militares de Israel nesta madrugada (noite de domingo em Brasília), foi o mais novo caso a evidenciar o bloqueio por mar, terra e ar imposto pelo Estado judeu ao enclave palestino — uma realidade que se agravou com a guerra contra o Hamas, mas que é o status quo da região há quase 20 anos.

  • Entenda: Israel diz que Greta Thunberg e demais ativistas interceptados retornarão a seus países de origem em breve
  • Leia também: Brasil pede a Israel soltura de ativistas, incluindo Greta Thunberg, a bordo de embarcação interceptada a caminho de Gaza

A organização por trás do envio do veleiro, a Coalizão Flotilha da Liberdade, opõe-se abertamente ao bloqueio imposto por Israel à Gaza, com ajuda do Egito, desde 2007 — ano em que o Hamas chegou ao poder no enclave palestino. Os postos de controle nas estradas que permitiam o deslocamento de palestinos para fora do território foram gradativamente desativados ao longo das duas últimas décadas, com a Marinha israelense impondo desde então um cerco naval ao único porto de Gaza. O enclave não tem um aeroporto com capacidade de receber voos internacionais desde 2001, quando o Aeroporto Internacional Yasser Arafat foi destruído durante a Segunda Intifada.

Os diversos governos israelenses que passaram pelo poder desde então justificaram o bloqueio como uma necessidade de segurança. Apenas o controle estrito da fronteira, disseram, poderia garantir que não haveria contrabando de armas para o Hamas, já considerado por Israel um grupo terrorista. Apesar do argumento, o bloqueio motivou críticas de acadêmicos e políticos, que apontaram o cenário estabelecido como um cerco, tratando Gaza como a maior prisão a céu aberto do mundo.

A situação se intensificou com a guerra entre Israel e Hamas, deflagrada pelo atentado terrorista lançado pelo grupo palestino em 7 de outubro de 2023. Ao longo do conflito, os militares israelenses alternaram entre períodos em que a entrada de insumos ficou limitada à água, comida, medicamentos e combustível, e outros de bloqueio absoluto. O período mais recente, entre 2 de março e meados do mês de maio, levaram a uma grave crise, que afetou todas as regiões do enclave e provocou uma ampla reação da ONU e de ONGs internacionais.

Quando a embarcação com os ativistas — entre eles a sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila — partiu da Sicília no dia 1º de junho, a expectativa de que conseguisse aportar em Gaza era baixa. O governo israelense já havia antecipado que seus militares usariam “qualquer meio necessário” para impedir que o bloqueio naval fosse quebrado.

Vídeo mostra ativistas com mãos para o alto após interceptação israelense

Analistas apontaram que o principal objetivo da missão era dar visibilidade à questão da entrada de ajuda humanitária em Gaza e denunciar o cerco israelense. A quantidade de mantimentos levados no veleiro era inexpressiva, considerando as necessidades atuais dos palestinos — que por mais de dois meses entre março e maio, ficou sem receber qualquer tipo de insumo após o colapso do acordo de cessar-fogo atingido em janeiro.

A documentação da viagem pela organização também demonstra o caráter midiático da expedição — em um comunicado divulgado no domingo, antes da interceptação, a coalizão afirmou que “tanto do ponto de vista legal quanto moral, Israel não tem o direito de interceptar este navio. O povo de Gaza, sitiado, faminto e ameaçado de aniquilação, tem o direito legal de decidir quem entra em seus territórios”.

Freedom Flotilla: embarcação leva ajuda humanitária a palestinos na Faixa de Gaza; 12 ativistas estão a bordo, incluindo Greta Thunberg — Foto: Reprodução / Instagram / Greta Thunberg
Freedom Flotilla: embarcação leva ajuda humanitária a palestinos na Faixa de Gaza; 12 ativistas estão a bordo, incluindo Greta Thunberg — Foto: Reprodução / Instagram / Greta Thunberg

No campo retórico, as autoridades israelenses também subiram o tom. Além da ameaça de uso de todos os meios para impedir o barco de aportar, ministros de governo e oficiais militares saíram a público para criticar os ativistas envolvidos na operação, acusando-os de antissemitismo e vínculo com grupos hostis ao país.

— Para Greta, a antissemita, e seus amigos, propagandistas do Hamas — digo claramente: vocês fariam bem em voltar, porque não chegarão a Gaza. Israel agirá contra qualquer tentativa de romper o bloqueio ou ajudar organizações terroristas por mar, ar ou terra — disse o ministro da Defesa Israel Katz no domingo.

Após a interceptação, o Ministério das Relações Exteriores de Israel emitiu um comunicado em tom irônico, afirmando que “O ‘iate das selfies’ das ‘celebridades’ está a caminho, em segurança, da costa de Israel”. A embarcação chegou na tarde desta segunda-feira no porto de Ashdod. A diplomacia israelense ainda chamou a iniciativa de encenação e “provocação midiática cujo único propósito era ganhar publicidade”.

  • Contexto: Israel intercepta barco com ativistas que tentava furar bloqueio a Gaza e diz que ‘Iate das selfies’ está a caminho de casa

A ONG Anistia Internacional afirmou que “a interceptação do ‘Madleen’ por Israel e a detenção da tripulação violam o direito internacional”.

Apesar do propósito narrativo da expedição, havia incerteza sobre como as forças israelenses iriam reagir à aproximação do veleiro — que transitou por águas internacionais e chegou a fazer uma parada no Egito. Em maio, um outro barco da coalizão, o Conscience, pegou fogo em águas internacionais perto da costa de Malta, em um incidente que o grupo denunciou como tendo sido provocado por um drone israelense.

Em 2010, nove passageiros a bordo do Mavi Marmara, parte de uma flotilha que transportava ajuda da Turquia para Gaza — já em meio ao bloqueio israelense — foram mortos em um ataque israelense, que provocou indignação internacional. Um décimo passageiro morreu em decorrência dos ferimentos anos depois. (Com NYT e AFP)

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