O Fluminense apresentou, na noite desta sexta-feira, um relatório com a prestação de contas da gestão do presidente Mário Bittencourt destacando avanços significativos dentro e fora de campo: R$ 450 milhões pagos em dívidas, receita triplicada entre 2019 e 2024, e conquistas históricas como a Libertadores e a Recopa Sul-Americana. O clube também ressaltou a importância das vendas de jogadores, que renderam cerca de R$ 800 milhões, e o impacto do retorno de ídolos na reconexão com a torcida. Por outro lado, o endividamento ainda é alto e houve redução do número de sócios ativos.
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Em seis anos, a diretoria pagou R$ 450 milhões em dívidas. Atualmente, o endividamento é de R$ 865 milhões, o que inclui despesas antes de 31 de dezembro de 2019. “Caso nada tivesse sido pago”, a projeção desse valor seria de R$ 1,43 bilhão, sem contar juros e multas que poderiam incidir.
O Fluminense conseguiu dobrar a sua receita anual média nos últimos cinco anos, levando em consideração o período da pandemia (2020 e 2021), e triplicá-la entre 2019 e 2024. Um dos principais motivos para esse crescimento foi o programa de sócio-torcedor, com um valor do ticket-médio acima de R$ 110. O faturamento de 2024 aumentou nove vezes em relação a 2019. Por outro lado, houve redução do número de sócios ativos, quando comparado a 2023.
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O relatório destacou que sete das dez maiores vendas da história do clube foram realizadas nos últimos seis anos. Ídolos do clube, André e John Arias foram negociados por R$ 157 milhões e R$ 138 milhões, respectivamente. De 2019 a 2024, o tricolor arrecadou cerca de R$ 800 milhões com a venda de atletas, o que, segundo a diretoria, foi determinante para manutenção dos salários em dia, investimento no elenco, na estrutura e abatimento de dívidas.
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O clube valorizou o protagonismo alcançado dentro de campo durante essa gestão. Foram sete títulos nos últimos seis anos, incluindo o título inédito da Libertadores de 2023, que é a maior conquista da história do Fluminense até aqui e possibilitou outro troféu inédito: a Recopa Sul-Americana diante da LDU. Além de ser vice-campeão no Mundial de Clubes, o time foi semifinalista da Copa do Mundo de Clubes.
No âmbito estadual, exaltou o bicampeonato estadual consecutivo em cima do Flamengo (2022ce 2023) e as cinco finais do Carioca em seis anos, o que não acontecia desde 1970.
De acordo com a visão da diretoria, a contratação de ídolos foi peça-chave para a reconexão do clube com a torcida. Entre eles, estão Fred (2020), Marcelo (2023) e Thiago Silva (2024), que voltou após 16 anos de sucesso na Europa e foi apresentado para mais de 55 mil pessoas no Maracanã.