Em meio à crise de governança da Fifa, o presidente Gianni Infantino convocou uma reunião para esta quarta-feira com a alta cúpula de funcionários da entidade. O encontro será realizado em Marrocos, uma das sedes da próxima Copa do Mundo (ao lado de Espanha e Portugal) e onde o dirigente fez sua última aparição pública, na semana passada.
A convocação da reunião foi revelada pelo jornal britânico The Times. O tema permanece em sigilo, mas a iniciativa de Infantino ocorre no momento em que enfrenta os maiores questionamentos em dez anos na presidência da Fifa.
Após confederações e federações retirarem seu apoio à sua permanência no cargo, nesta terça foi a vez do dirigente suíço-italiano receber ataques de executivos da própria entidade. Um deles veio de Arsène Wenger. O chefe de Desenvolvimento Global do Futebol publicou um comunicado à imprensa no qual classificou como “absolutamente necessária e inquestionável” a decisão de retirar o projeto de criar a subsidiária Fifa Forward Enterprise e vender suas ações a investidores privados.
O francês fez questão de se desassociar do projeto. Segundo ele, só tomou conhecimento de sua existência a partir das primeiras notícias na imprensa.
Wenger não foi o único e muito menos o mais importante na hierarquia da Fifa a se pronunciar de forma crítica ao projeto de Infantino. Também nesta terça, o secretário-geral Mattias Grafström disse que ele era “difícil de compreender e de aceitar”.

