Quatro meses. Foi esse o tempo que levou para que o asiático SiChou se transformasse num típico bistrô francês, em Ipanema. Irreconhecível para quem frequentou o antigo espaço, austero e escuro. Esquece. O novo Francese é solar, levinho, cadeiras com estampas em branco e azul, paredes e prateleiras com objetos simpáticos, garimpados mundo afora. Só alegria (e a trilha é uma delícia).
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A cozinha do “chef camaleão” Elia Schramm, desta vez, vai por águas mais familiares, tranquilas e descomplicadas. À frente do italiano Babbo e do boteco Jurubeba, ambos também em Ipanema, e do Scuola, restaurante-escola em Botafogo, ele teve 200 dias para pensar e elaborar o cardápio, “sem tempo ruim”, já que há anos sonhava em ter um francês (“o Laguiole faz parte de mim”).
O menu, que começou a partir de desenhos, é certeiro: mezze com hummus de grão-de-bico, berinjela agridoce, coalhada, hortelã e anéis de cebola estalantes (R$ 39); croquetes de polvo com aïoli (R$ 43), bombons de queijo de cabra com crosta de pistache (R$ 58) ou uma salada de crevette, salpicão com aneto, maçã e massago (R$ 78).
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O chef Thomas Troisgros é um entusiasta: “A casa tem a cara e a alma do Elia. Traz as bases francesas clássicas com licenças poéticas em que ele é um mestre. É tiro certo.”
Tem frango Cordon Bleu, peito empanado e recheado de presunto royale e gruyère com maionese de batata (R$ 63); o Rossini, tournedos de mignon com foie gras, cardoncello e purê (R$ 195); steak e fritas, com molho bernaise ou poivre (R$ 108); nhoque de banana da terra, fonduta de queijo e cogumelos. Nhoque pode?
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“O nome Francese quer dizer francês em italiano, sugere uma certa flexibilidade”, avisa Elia. De doces, rabanada com maçã, profiteroles ou bolo de morango com suspiro de suspirar.