A quarta-feira no Brasil será marcada por contrastes climáticos no país. Segundo o site especializado em meteorologia Climatempo, enquanto a passagem de uma frente fria em alto-mar mantém as temperaturas mais baixas e a possibilidade de geadas na região Sul, áreas do Centro-Oeste e parte do Sudeste enfrentam níveis críticos de umidade do ar, que podem cair abaixo de 12%.
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Dessa forma, no Sul, a circulação de ventos associada a um sistema de alta pressão deve garantir tempo firme ao longo do dia. Ao amanhecer, há previsão de geada na Serra Gaúcha, no planalto de Santa Catarina e em áreas do centro-sul do Paraná. Apesar da presença de algumas nuvens, não há expectativa de chuva significativa. À tarde, o ar seco predomina, com umidade abaixo de 30% em boa parte do Paraná e índices inferiores a 20% no norte e noroeste do estado.
No Sudeste, o tempo segue estável. Com o enfraquecimento da massa de ar polar, as temperaturas voltam a subir, embora o frio ainda seja sentido no início da manhã, especialmente no extremo sul de Minas Gerais e na Serra da Mantiqueira, onde há chance de geada isolada. À tarde, São Paulo deve registrar umidade do ar abaixo de 20%, enquanto Belo Horizonte fica entre 21% e 30%. No Triângulo Mineiro, o cenário é mais crítico, com índices inferiores a 12%.
— O dia de hoje deve ser bem parecido com o de ontem. No litoral sul da Bahia, ainda deve prevalecer a situação de chuva fraca a moderada para acontecer ao logo do dia. E a nebulosidade desde o litoral de Sergipe, seguindo por todo o litoral baiano — destaca a meteorologista Andrea Ramos.
O Centro-Oeste terá um dia de sol forte e calor crescente. Pela manhã, as temperaturas ainda são amenas no Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás, mas o aquecimento rápido intensifica o alerta para umidade muito baixa em todos os estados da região. Entre o sul de Goiás e o leste de Mato Grosso, a umidade pode cair para menos de 12% nas horas mais quentes, caracterizando situação de emergência.
— Do Centro ao Norte do país, o tempo quente e seco, e do Centro para o Sul, ainda fará frio. Já começa a aquecer, mas ainda há avisos de geadas, em especial nas regiões serranas. Além de nevoeiro no Sudeste, principalmente no Rio de Janeiro — complementa a especialista.
No Nordeste, a umidade vinda do oceano favorece a formação de áreas de instabilidade. A chuva será mais intensa no litoral da Bahia, especialmente entre o sul do estado e o Recôncavo, onde não se descarta a ocorrência de temporais. Entre Sergipe e Alagoas, há possibilidade de chuva forte isolada. Recife terá pancadas de intensidade fraca a moderada ao longo do dia. No Maranhão, interior do Piauí e Ceará, pancadas moderadas a fortes podem ocorrer devido à circulação de ventos e da umidade na atmosfera.
Na Região Norte, instabilidades continuam sobre Amazonas, Pará e Roraima, e se espalham para Amapá e Tocantins. As pancadas de chuva podem ser fortes à tarde, com risco de temporais localizados no Amazonas, Pará e norte do Tocantins. Acre e Rondônia terão tempo firme, mas com calor intenso e baixa umidade, especialmente em Rondônia, onde os índices devem ficar abaixo dos 30%.
— No Norte, segue a mesma tendência de chuva com pancadas, trovoadas e rajadas de vento por conta da termodinâmica, que é o calor e umidade — finaliza Andrea.
A recomendação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de que a população evite enfrentar o mau tempo, observe a alteração nas encostas e, se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia. O Instituto ainda deixa uma série de instruções para os moradores de áreas que possam ser mais afetadas pelas chuvas. Veja:
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- Desligue aparelhos elétricos, quadro geral de energia;
- Observe alteração nas encostas;
- Permaneça em local abrigado, e em caso de rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores, devido a leve risco de queda e descargas elétricas, e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
- Em caso de situação de inundação, ou similar, proteja seus pertences da água envoltos em sacos plásticos;
- Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).