Em um cenário de crescente olhar para responsabilidade social e sustentabilidade financeira, a Fundação Bradesco se destaca como exemplo de longevidade e impacto. Com um fundo patrimonial constituído e mantido por recursos oriundos dos dividendos do Banco Bradesco — do qual é acionista —, a instituição prevê investir R$ 1,5 bilhão em 2025 para a manutenção de suas 40 escolas próprias e a formação de mais de 42 mil alunos na Educação Básica Regular em todo o Brasil.
— Há quase 70 anos, Amador Aguiar, criador da Fundação Bradesco e do Banco Bradesco, já tinha a preocupação para responsabilidade social corporativa e ESG numa época em que quase ninguém falava sobre o assunto, o que reafirma seu pioneirismo — afirma Érica Fortuna, líder de Relações Institucionais da Fundação Bradesco.
— Desde o início, Aguiar teve a visão de garantir a perenidade da Fundação a partir de um modelo financeiro sustentável. Ele sabia que, para cumprir com o compromisso de oferecer educação gratuita e de qualidade, seria preciso uma base sólida e bem gerida — complementa Murilo Nogueira, diretor administrativo e financeiro da entidade.
Essa solidez permitiu à instituição concretizar seu objetivo de estar presente em todos os estados brasileiros em 2003, com a inauguração da unidade de Boa Vista (RR), e, em 2004, concluiu seu plano de expansão com a inauguração da unidade Jardim Conceição (SP), na cidade de Osasco, a mesma em que foi inaugurada a primeira unidade da instituição.
— O sonho do nosso fundador era ter ao menos uma escola em cada região do país, e esse ideal guiou a expansão da nossa atuação — ressalta a gerente de Relações Institucionais Carolina Caldeira. Mais recentemente, a Fundação tem viabilizado a revitalização das unidades e a revisão do método de ensino. — Queremos continuar sendo a mesma escola de excelência pensada por Amador, mas também atualizada para os desafios contemporâneos — reforça Nogueira.
Com o ideal de promover a formação integral de seus alunos, a Fundação Bradesco baseia sua proposta pedagógica no desenvolvimento equilibrado de competências cognitivas e socioemocionais. A instituição investe em estratégias pedagógicas que estimulam tanto o aprendizado acadêmico quanto o fortalecimento da identidade pessoal, cultural e social dos estudantes.
O impacto de sua atuação é comprovado por indicadores quantitativos, mas os gestores valorizam as histórias dos beneficiados como principal termômetro.
— Ao acolher um aluno, impactamos sua família inteira, seja pela inspiração de sua trajetória, seja pelas oportunidades que se abrem para ele e para os seus — diz Érica Fortuna.
Esse impacto está documentado na campanha “Histórias reais, milhares de vidas impactadas”, que reúne relatos de ex-alunos que, após se formarem nas escolas da Fundação, retornaram como professores ou colaboradores. — É um círculo virtuoso de transformação que começa na sala de aula e reverbera por gerações — afirma Fortuna.
A instituição também criou a Plataforma Alumni para acompanhar as trajetórias dos egressos e fomentar uma rede de conexões entre ex-alunos e a comunidade escolar. Muitos deles hoje ocupam posições de destaque no setor privado, no serviço público e no empreendedorismo social.
Presente em regiões historicamente marcadas por vulnerabilidade socioeconômica, a Fundação lida diariamente com desafios como o acesso desigual ao mundo digital e à educação de qualidade. Para isso, tem investido fortemente em tecnologia educacional, formação docente e inovação pedagógica.
— A nossa atuação é pautada no contexto local. Trabalhamos com estratégias pedagógicas personalizadas, respeitando as realidades regionais e promovendo inclusão de forma concreta — afirma Carolina Caldeira.
O compromisso com a educação também se traduz em parcerias estratégicas. A instituição integra o Movimento LED — Luz na Educação —, uma iniciativa da Globo e da Fundação Roberto Marinho que busca valorizar experiências educacionais inovadoras. — Fazer parte dessa rede amplia nosso alcance e reforça o valor do nosso trabalho diante de públicos diversos — diz Fortuna.
— Desde 1956, nossa razão de existir é a transformação social pela educação. Isso é ESG na essência. Hoje, com a maior visibilidade do tema, percebemos o quanto fomos visionários — e sentimos a responsabilidade de continuar sendo referência — conclui Caldeira. Para ela, a Fundação representa uma equação rara no cenário brasileiro: um ativo social de longa duração, que alia excelência educacional, impacto social e sustentabilidade financeira.