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outubro 2, 2026
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Governadora de Nova York propõe reforma de lei após suposto estupro coletivo em universidade

Por · outubro 2, 2026
Governadora de Nova York propõe reforma de lei após suposto estupro coletivo em universidade


A governadora de Nova York prometeu, nesta sexta-feira (2), reformar uma polêmica lei que dificulta o reconhecimento de uma agressão sexual quando a vítima consumiu álcool ou drogas de forma voluntária, após um suposto estupro coletivo Universidade de Cornell.
A decisão de não apresentar acusações no caso ocorrido há dois anos na renomada universidade provocou indignação nos Estados Unidos. Na segunda-feira, a investigação foi reaberta e a governadora Kathy Hochul nomeou a procuradora-geral do estado, Letitia James, como promotora especial.
— Não deveria importar se decidiram consumir drogas ou álcool. A intoxicação voluntária não é uma licença para a agressão sexual ou o estupro coletivo — afirmou Hochul.
— Sou a favor de mudar essa lei e vou trabalhar com o Parlamento de Nova York para conseguir isso— completou ela. Cerca de 20 estados americanos têm leis semelhantes.
Letitia James, uma democrata que já entrou em choque repetidas vezes com o presidente Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que “vai analisar os fatos, reunir provas, entrevistar testemunhas e, se for o caso, promover ações penais”.
A vítima apresentou uma ação cível em Nova York pelo suposto ataque de 2024. Com 20 anos na época dos fatos, afirma que foi drogada com cetamina, agredida e estuprada por sete membros da fraternidade masculina Chi Phi.
Cornell fechou a fraternidade e suspendeu temporariamente os estudantes envolvidos, vários dos quais foram posteriormente expulsos.
Shiwali Patel, diretora do Centro Nacional de Direito das Mulheres, considerou “assombroso” que existia uma legislação deste tipo.
— Ela tem um enorme impacto nos casos universitários porque a realidade é que uma grande maioria das agressões sexuais nos campus envolve, sim, álcool e drogas — declarou à AFP.
O promotor do condado de Tompkins, no norte do estado de Nova York, onde fica o campus de Cornell, anunciou na segunda-feira a reabertura da investigação.
O promotor Matthew Van Houten, que já ocupava o cargo em 2024, explicou que, na ocasião, não deu andamento à denúncia porque, segundo ele, os elementos enviados pela polícia indicavam que se tratava de relações consensuais.
De acordo com vários meios de comunicação, a polícia teria apagado uma parte do depoimento da suposta vítima em que ela classificava os fatos como estupro e afirmava ter sido coagida.
— Ela passou horas contando exatamente (à polícia) o que havia acontecido com ela. E, segundo novos relatos, não poderia ter sido mais clara ao afirmar que estava 100% certa de que havia sido estuprada — declarou a governadora Hochul.

Governadora de Nova York propõe reforma de lei após suposto estupro coletivo em universidade