O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo estuda oferecer linhas de crédito e programas de capacitação para ajudar empresas a se adaptar ao fim da escala de trabalho 6×1, previsto na emenda constitucional promulgada pelo Congresso Nacional nesta sexta-feira. Segundo ele, o objetivo é reduzir custos e estimular investimentos em produtividade.
— Vamos analisar qual é o impacto linear para as empresas, e é possível que a gente faça, por exemplo, uma espécie de linha de crédito ou de capacitação para inovação, porque parte importante do que outros países que já passaram por esse processo fizeram foi trazer ganho de produtividade — afirmou o ministro à TV Bandeirantes.
Durigan não detalhou valores nem condições dessas linhas de crédito.
Para ajudar micro e pequenas empresas, o ministro disse que o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e outras instituições serão convocados para oferecer treinamento.
Ele disse discordar da avaliação de que micro e pequenas empresas serão as mais afetadas pelo fim da escala 6×1. Segundo Durigan, o efeito independe do porte, porque cerca de 70% dos trabalhadores já estão na escala 5×2 — cinco dias de trabalho na semana e dois de folga.
De acordo com o ministro, a jornada de seis dias por semana e um de folga está mais concentrada entre trabalhadores de menor renda, mulheres e negros. Ele admitiu, contudo, que haverá ônus para as empresas, mas disse que será “minoritário”.
Indagado sobre uma eventual desoneração da folha de pagamentos, Durigan evitou tratar do tema. Disse apenas que o governo terá linhas específicas para as empresas quando a reforma tributária entrar em vigor, em janeiro de 2027.
Governo estuda crédito para empresas se adaptarem ao fim da escala 6×1, diz ministro da Fazenda
