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outubro 17, 2026
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Tifanny consegue liminar da Justiça para disputar Supercopa e Superliga; CBV ainda pode recorrer da decisão

Por · outubro 16, 2026
CBV segue política do COI e bane mulheres trans de competições femininas


Tifanny Abreu obteve uma liminar na Justiça do Rio de Janeiro que garante sua participação no jogo do Osasco contra o Praia Clube, nesta sexta-feira, pela Supercopa, e nos demais jogos da Superliga. A decisão determina que a CBV libere a atleta para entrar em quadra, sob pena de multa em caso de descumprimento.
A entidade ainda pode recorrer da decisão, mas também existe a possibilidade de optar por não contestá-la judicialmente. O Osasco estreia na Superliga no dia 19 de outubro, contra o Brasília Vôlei/BRB.
— A medida deverá ser cumprida imediatamente, de modo a viabilizar a participação da autora na partida desta data, sob pena de multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por partida em que a autora for impedida de atuar em razão do descumprimento — afirma o juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese, da 44ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, no documento que concede a liminar.
Entenda o caso
A judicialização do caso se iniciou após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) liberar as inscrições das atletas do clube, mas manter pendente a da oposta. A data limite para as inscrições foi neste quinta-feira.
A primeira ação havia sido protocolada por meio de um mandado de garantia para assegurar que Tifanny possa competir enquanto o caso não é julgado definitivamente pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
A atleta e o clube apresentaram um recurso ao Tribunal Pleno do STJD, além do pedido de liminar na Justiça comum.
No início do mês, a jogadora esteve no lançamento da Superliga, realizado durante a COB Expo, feira de esportes olímpicos do Comitê Olímpico do Brasil para reivindicar sua inscrição e colocar o assunto à pauta novamente. Ela não era esperada no evento.
— Estou esgotada, exausta e profundamente humilhada — declarou Tifanny, que representa o Osasco há seis temporadas.
Tifanny aproveitou a ocasião para contestar a condução da mudança nas regras, em temporada já iniciada, e lamentou a possibilidade de ficar fora da competição.
A restrição decorre da política de elegibilidade anunciada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) em 14 de agosto, em alinhamento às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI).
A norma estabelece a triagem do gene SRY como critério para a participação na categoria feminina, com exceções previstas no regulamento. Além da Superliga, a medida alcança competições como a Supercopa de 2026 e a Copa Brasil de 2027.

Tifanny consegue liminar da Justiça para disputar Supercopa e Superliga; CBV ainda pode recorrer da decisão