Após cinco dias de um cardápio bem diverso de atrações, a Copa do Mundo 2026 vai ter enfim a abertura do grupo I, que já se convencionou definir como o “da morte”. Os encontros entre França, Senegal e Noruega prometem estar entre os principais da primeira fase, não apenas pelo confronto de grandes estrelas como também de bons conjuntos. Para sorte de Kylian Mbappé, Sadio Mané, Erling Haaland e companhia, até três seleções podem se classificar em cada chave.
A primeira rodada do grupo tem como destaque o encontro entre França e Senegal, às 16h de hoje, em Nova Jersey, palco da final. Na segunda rodada, os africanos voltam ao mesmo local para encarar a Noruega, na próxima segunda-feira (22), às 21h. Por fim, os europeus se enfrentarão em Boston, às 16h do dia 26. Em meio aos titãs, o Iraque se apresenta como franco-atirador no sonho por uma vaga no mata-mata.
Campeã em 2018 e atual vice, a França surge novamente como favorita a vencer a Copa do Mundo. Nada mais justo já que o treinador Didier Deschamps se despedirá da seleção tendo em mãos um dos melhores elencos que o país já produziu.
O líder é Mbappé, que aos 28 anos se candidata a virar o maior artilheiro da História do torneio — tem 12 gols. Ao seu lado, estão nomes como Michael Olise, dono de temporada soberba no Bayern de Munique, Ousmane Dembélé, atual dono da Bola de Ouro, Willian Saliba, pilar do Arsenal campeão inglês e vice-campeão europeu.
Mas nem por isso, terá vida fácil em seu grupo. O primeiro adversário é a seleção que venceu, em campo, a última Copa Africana de Nações — oficialmente, a Confederação Africana deu o título ao Marrocos por W.O na final.
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O Senegal ainda é liderado por Mané, ídolo absoluto no país, e tem a companhia de nomes experientes como Édouard Mendy, Kalidou Koulibaly, Idrissa Gana Gueye e Nicolas Jackson.
Menos experimentada no nível internacional, a Noruega se equipara por conta do fenômeno Erling Haaland. Destroçador de números no Manchester City, o centroavante deu grandes contribuições para levar seu país à Copa depois de 28 anos.
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Com 16 gols, foi o artilheiro das Eliminatórias europeias, torneio em que os nórdicos tiveram 100% de aproveitamento em um grupo que contava com a Itália. O restante do grupo é menos estrelado, mas tem nomes como Martin Odegaard e Alexander Sorloth.
Estas seleções não costumam se enfrentar, mas o Senegal já aprontou para cima da França em sua estreia em Copas, na edição de 2002, ao vencer por 1 a 0 no único confronto entre eles — os franceses eram então campeões mundiais. Igualmente, os africanos só enfrentaram a Noruega uma vez, em um amistoso em 2006, e também venceram por 2 a 1.
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França e Noruega tem 15 jogos na História, muitos deles por Eliminatórias para a Copa, mas apenas dois no século XXI: vitória norueguesa por 2 a 1, em um amistoso em 2010, e triunfo francês por 1 a 0, em novo amistoso em 2014.
No meio do trio, está o Iraque, que chega como um das piores equipes da Copa. Formada majoritariamente por jogadores que atuam no país, a seleção treinada pelo australiano Graham Arnold enfrenta a Noruega às 19h de hoje, a França no dia 22, e o Senegal no dia 26. Para os iraquianos, é preciso se agarrar à esperança da zebra que de vez em quando passeia no Mundial. Em 2014, por exemplo, a Costa Rica se tornou sensação do torneio após liderar um grupo com três campeãs mundiais: Itália, Uruguai e Inglaterra.

