Por meio de uma postagem nas redes sociais, o guitarrista do Oasis, Paul Arthurs — conhecido como Bonehead — anunciou que fará uma pausa na turnê da banda por causa de um câncer de próstata. “No início deste ano, fui diagnosticado com câncer de próstata. A boa notícia é que estou respondendo muito bem ao tratamento, o que me permitiu participar dessa turnê incrível. Agora, preciso fazer uma pausa programada para a próxima fase do tratamento, então perderei as apresentações em Seul, Tóquio, Melbourne e Sydney”, escreveu o músico.
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Assim como Paul, muitos homens enfrentam a doença. Com exceção dos tumores de pele não melanoma, o câncer de próstata é o segundo tipo mais frequente entre eles. “Causado pela replicação descontrolada das células da próstata, o câncer de próstata é um tumor maligno que tem a idade como principal fator de risco. Indivíduos mais velhos apresentam risco aumentado, especialmente após os 40 anos”, explica Ramon Andrade de Mello, oncologista do Centro Médico Paulista High Clinic Brazil (São Paulo) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia. Segundo ele, o acompanhamento médico regular a partir dessa faixa etária é essencial, já que o diagnóstico precoce aumenta muito as chances de sucesso do tratamento.
Essa atenção é ainda mais importante porque a doença pode se desenvolver de forma silenciosa. “Presença de sangue no sêmen, no momento de urinar, diminuição do jato de urina, mudança na frequência ou dor ao urinar são alguns possíveis sintomas, mas nem sempre aparecem”, detalha o oncologista. Por isso, os exames de rastreamento são fundamentais.
Além das consultas regulares, é importante adotar hábitos saudáveis desde cedo. “O mais importante é manter um estilo de vida equilibrado, com alimentação saudável, prática de exercícios físicos, controle do peso e atividade sexual regular”, afirma Ramon. Esses cuidados são especialmente relevantes para pessoas com maior predisposição à doença. “Os principais fatores de risco incluem idade, histórico familiar e alterações genéticas”, acrescenta.
Uma vez diagnosticado, o tratamento pode variar conforme o caso, podendo envolver cirurgia, radioterapia, hormonioterapia ou quimioterapia. “Temos também novos métodos que têm mostrado excelente eficácia, como as terapias-alvo, que localizam e bloqueiam células específicas do tumor; o uso de fármacos radioativos, como o Lutécio 177 — recentemente aprovado pela Anvisa e eficaz em casos metastáticos —; e a terapia focalizada de alta intensidade (HIFU), que utiliza energia de ultrassom para destruir as células cancerígenas”, conclui o especialista.

