O pedreiro Igor Dórea Miranda, de 45 anos, foi preso no último sábado, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, após assaltar uma farmácia na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Contra ele havia uma condenação de mais de 64 anos de prisão por dez roubos a estabelecimentos comerciais — cinco deles cometidos apenas no mês de junho, em bairros como Copacabana e Ipanema.
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Imagens mostram criminoso condenado a mais de 64 anos de prisão, roubando estabelecimentos
De acordo com agentes da 12ª DP (Copacabana), que monitoravam o criminoso, Igor foi localizado logo após cometer o crime. Com ele, os policiais do 19º BPM (Copacabana) apreenderam uma faca e R$ 852,50 em espécie, valor que havia acabado de subtrair do caixa da farmácia.
Contra ele havia um mandado de prisão expedido pela Vara de Execuções Penais do Rio, referente a uma pena remanescente de 64 anos e 7 meses pelo crime de roubo (artigo 157 do Código Penal).
— No sábado, fomos informados por um lojista sobre a presença dele na região. Imediatamente acionamos a Polícia Militar, que realizou um cerco tático. Ele foi abordado com uma faca de grande porte e uma quantia em espécie. Em uma diligência rápida, confirmamos que ele havia acabado de cometer um roubo — contou o delegado Angelo Lages, da 12ª DP (Copacabana).
Em vídeos de câmeras de segurança desses estabelecimentos, é possível ver como o criminoso agia. Ele chegava até o caixa, abordava dizendo estar armado, entregava uma sacola e obrigava o atendente a colocar o dinheiro do caixa dentro dela. O mesmo procedimento foi repetido em outra loja, desta vez uma que vendia artigos de tecnologia e produtos de farmácia.
O pedreiro Igor Dórea Miranda, morador do bairro de Santa Teresa, no Centro do Rio, possui um extenso histórico criminal, com mais de 25 anotações, segundo registros da Secretaria de Estado de Polícia Civil. Em diferentes pontos de Copacabana, ele é apontado como autor de assaltos nas ruas Rodolfo Dantas, Djalma Ulrich, Barata Ribeiro, Ministro Viveiros de Castro, Figueiredo Magalhães e na própria Avenida Nossa Senhora de Copacabana — alguns deles cometidos com uso de facas ou arma de fogo.
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Além dos dez roubos a estabelecimentos comerciais, Igor responde por crimes como ameaça, receptação, porte ilegal de arma de fogo, desacato e favorecimento real, além de diversos mandados de prisão já cumpridos.
O relatório aponta que Igor voltou a cometer crimes mesmo após condenações, com diversas passagens por unidades policiais e pelo Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, onde permaneceu preso por cerca de 11 meses. Há ainda a indicação de que ele agia com comparsas, entre eles Wanderson Galdino, citado em um dos prontuários.
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Segundo o Mapa do Crime, o bairro de Copacabana, cartão-postal do Rio, registrou uma queda de 43,2% no número de roubos a transeuntes no ano passado, em relação a 2023. Foram 328 casos, enquanto no ano retrasado foram 577. No entanto, segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP-RJ), o número de roubos a estabelecimentos comerciais em Copacabana mais que dobrou entre os períodos de janeiro a junho deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.