Que venha a fase de grupos da Libertadores em 2026. O Fluminense não decepcionou os mais de 52 mil torcedores que foram ao Maracanã empurrá-lo na última rodada do Brasileirão e fez o dever de casa ao vencer o Bahia. Em um jogo parelho, as estrelas de Ganso e Thiago Silva brilharam na hora certa para dar a vitória por 2 a 0 e a almejada vaga no G5.
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Esse era o principal objetivo nos dois lados de um confronto que foi o mais nivelado por cima na rodada de ontem. Quem vencesse teria o 5º lugar garantido — o empate não ajudaria ninguém, já que o Botafogo ultrapassaria ambos com a vitória sobre o Fortaleza. A tensão e as poucas jogadas arriscadas deram o tom de grande parte do jogo, principalmente em relação ao Bahia, que tentou avançar em cima de erros do adversário. Já o time da casa atacou mais e foi recompensado com gols na reta final.
A temporada do Fluminense é marcada por uma tentativa de renovação e contratação de jogadores jovens, mas ontem foram os veteranos que assumiram o protagonismo. Ganso foi muito pedido pela torcida, e o treinador Luis Zubeldía atendeu: em sua primeira participação, aos 29 minutos do segundo tempo, o camisa 10 aproveitou erro na saída de bola do Bahia e se antecipou a Kanu para fazer um gol com sua classe conhecida, de cavadinha.
A partir dali, um jogo que já tinha um tricolor carioca mais perigoso ganhou mais espaços. Foi quando Soteldo passou pela esquerda e cruzou para Thiago Silva testar firme para dar números finais ao placar. O venezuelano demorou a desencantar, mas teve sua quarta participação em gols em três jogos.
— É realmente é um prazer poder dirigir o Thiago (Silva). Creio que seus companheiros e o torcedor também têm prazer de tê-lo ao lado. Apesar de ser humano e poder ter falhas, o que ele faz em campo é para ressaltá-lo, sobretudo para as novas gerações. Aqui, temos um zagueiro que tem a perfeição. Isso é preciso aproveitar. No “livro” de como ser zagueiro, ele é perfeito dentro do imperfeito que pode ser. E não está na Europa, está aqui — disse Zubeldía em coletiva.
O Fluminense de Zubeldía terminou o Brasileirão com 100% de aproveitamento como mandante. Foram nove jogos em nove vitórias — a equipe era visitante na derrota para o Vasco —, com direito a goleada sobre o São Paulo e triunfos nos clássicos contra Flamengo e Botafogo. Neste recorte, foram 19 gols marcados e apenas um sofrido. A vaga na fase de grupos do próximo torneio continental faz jus ao desempenho e foi embalada pela música “chegou a hora, vamos ganhar a Libertadores”, sucesso na campanha do título de 2023.
E a temporada que teve o quarto lugar na Copa do Mundo de Clubes ainda não acabou. Nesta quinta-feira, às 20h, o Fluminense inicia o confronto da semifinal da Copa do Brasil contra o Vasco, no Maracanã — a volta é no próximo domingo. Quem se classificar enfrentar Corinthians ou Cruzeiro na grande decisão.
— Foi uma festa completa porque ganhamos e dois jogadores que a torcida ama fizeram gols — disse o técnico Luis Zubeldía, que confirmou ontem a melhor campanha do returno com o Flu. — Temos que descansar amanhã e começar a pensar na Copa do Brasil na terça-feira. É outro objetivo que temos e precisamos ir passo a passo, jogo a jogo.
Fluminense e Bahia disputaram um primeiro tempo equilibrado. O time da casa levou mais perigo, principalmente em chances criadas por Lucho Acosta, cada vez mais confortável no comando do setor criativo. Ele colocou Serna e Everaldo em condições de abrir o placar, mas ambos pararam em Ronaldo.
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Os visitantes tiveram 15 minutos iniciais de muita posse de bola no ataque, mas o ritmo caiu com o tempo. Mais acuada, a equipe ainda conseguiu ameaçar em uma jogada originada em erro de Samuel Xavier: Willian José recebeu passe de Jean Lucas na frente da área, mas parou em Fábio. O goleiro também parou chute cruzado de Erick Pulga.
No segundo tempo, o Fluminense se impôs de vez, e Fábio quase não teve a meta ameaçada. As alterações de Zubeldía, como a entrada de Hércules, melhoraram a equipe. Em meio a uma rodada de muitos gols, o jogo do Maracanã foi o último a ter o placar alterado, o que aconteceu na hora em que os grandes apareceram.

