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setembro 23, 2026
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Impeachment de ministros, reforma e conselho de ética: saiba o que os candidatos ao Senado por SP sugerem para conter crime no STF

Por · setembro 21, 2026
Pesquisa Ideia em SP: Tebet tem 27% para o Senado, Marina marca 23%; Derrite, Prado e Salles aparecem embolados


A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) foi um dos temas do debate entre candidatos ao Senado por São Paulo realizado nesta segunda-feira (21) pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo portal UOL. O candidato Ricardo Salles (Novo) defendeu o impeachment dos ministros do STF, especialmente o do ministro Alexandre de Moraes, após virem à público suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Salles afirmou que é preciso “respeitar o devido processo legal”, mas que o impedimento de integrantes da Corte é o caminho “se houve crime de responsabilidade”.
– O que defendo é abrir o processo, apresenta-se as informações, que na minha opinião estão mais do que apresentadas pela imprensa, dá-se o devido processo legal e ampla defesa e, comprovado que houve crime de responsabilidade, inexoravelmente, essa é a imposição, o impeachment do ministro. Nós não podemos dizer que devemos respeitar no 8 de janeiro o devido processo legal e, de antemão, já dizer que vai condenar e queimar em praça pública. A gente tem que ter sobriedade, o Brasil da bravata passou – falou.
Salles aproveitou para alfinetar o candidato André do Prado (PL), ao afirmar que o pedido de impedimento ainda não está em andamento porque “o Alcolumbre (presidente do Senado), fruto da união do Valdemar (Costa Neto, presidente), padrinho do André do Prado, com o PT, não sai de cima dos pedidos”.
Ainda sobre a crise no STF, as candidatas Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) fizeram uma dobradinha na abertura do segundo bloco para sugerir uma política de paridade nas indicações à Corte, de responsabilidade do presidente da República.
— Defendo uma reforma que tenha, no seu artigo primeiro, paridade dentro do STF. Enquanto não tivermos pelo menos cinco mulheres e cinco homens, os próximos presidentes precisam indicar uma mulher e um homem alternadamente, para colocar ordem nessa casa e combater a corrupção, inclusive com cota racial — disse Tebet.
Silva procurou se associar à postura da ministra Cármen Lúcia no caso, pois também se sentia “envergonhada” com as suspeitas envolvendo integrantes da Suprema Corte, e sugeriu a criação de um conselho de ética, mandatos fixos e o fim dos penduricalhos e do foro privilegiado.
— Fui a primeira a pedir que o ministro (Alexandre de Moraes) se afastasse, para responder às acusações fora da função que ocupa. É preciso que a presidência assuma as rédeas, que se faça a investigação de todos os envolvidos, seis ministros com denúncias graves que não podem, de modo algum, ser esquecidas — afirmou Silva.

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