Mulheres com câncer de mama atendidas pelo SUS poderão ter acesso a um exame capaz de ajudar os médicos a definir se a quimioterapia é realmente necessária. A ferramenta, desenvolvida pela Universidade de Chicago, foi testada pela primeira vez em pacientes brasileiras numa parceria com os oncologistas Rubem Moreira e José Bines, da Rede D’Or e do Instituto Nacional de Câncer, o Inca.
O estudo, publicado na revista científica JCO Global Oncology, avaliou mulheres com o tipo mais comum da doença: tumor com receptor hormonal positivo e HER2 negativo. Nesses casos, muitas pacientes ainda recebem quimioterapia por precaução, mesmo quando o tratamento pode não trazer benefício.
A análise feita com inteligência artificial ajuda a apontar quem de fato precisa da medicação e quem pode ser poupada dos efeitos colaterais. A proposta não é substituir os testes genéticos já utilizados, mas oferecer uma alternativa mais barata para hospitais públicos e regiões onde esses exames ainda são pouco acessíveis.
“A grande questão era saber se uma tecnologia criada para um contexto americano funcionaria para as nossas pacientes. Os resultados mostram que sim”, afirma Rubem Moreira.

