A Justiça americana arquivou, nesta segunda-feira (9), os processos movidos por Justin Baldoni contra o casal Blake Lively e Ryan Reynolds, além do jornal The New York Times. O diretor e co-protagonista de “É assim que acaba” alegava que seu filme, lançado no ano passado, havia sido sabotado por falsas acusações de assédio sexual feitas pelo casal. Na ação, ele pedia uma indenização de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões).
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Contra o jornal americano, a ação por difamação pedia US$ 250 milhões em indenização. No entanto, os advogados de Baldoni ainda podem recorrer da decisão.
O juiz concluiu que “as demais alegações das partes também falham. Assim, a petição emendada deve ser arquivada em sua totalidade”, de acordo com a revista People.
A publicação acrescenta que a defesa de Blake Lively e Ryan Reynolds viram a decisão como um vitória. “Como dissemos desde o primeiro dia, esse processo de US$ 400 milhões era uma farsa, e o tribunal percebeu isso claramente”, afirmaram em nota.
A defesa de Baldoni vinha afirmando que “no fundo, este não é um caso sobre celebridades trocando farpas na imprensa. Este é um caso sobre duas das estrelas mais poderosas do mundo usando seu imenso poder para roubar um filme inteiro das mãos de seu diretor e estúdio de produção… Quando os autores tiverem seu dia no tribunal, o júri reconhecerá que nem mesmo a celebridade mais poderosa pode distorcer a verdade à sua vontade.”
Dias antes, Lively já havia processado o próprio Baldoni, além do produtor Jamey Heath e das publicitárias Melissa Nathan e Jennifer Abel. A ação, registrada em 31 de dezembro, foi apresentada pouco depois de ela ter feito uma primeira queixa contra o grupo no Departamento de Direitos Civis da Califórnia.
No processo, a atriz acusou os ex-colegas de set e produção de conduzirem uma campanha difamatória contra ela, especialmente após suas denúncias de assédio sexual nos bastidores do longa. Lively ainda anexou mensagens de texto das profissionais de marketing, nas quais elas afirmavam que iriam “enterrá-la”.
Naquele mesmo dia 31 de dezembro, Justin Baldoni moveram ações contra o jornal americano The New York Times, alegando que a publicação os difamou em uma reportagem sobre as alegações de Lively. O processo, que buscava US$ 250 milhões em danos, acusa a publicação de aceitar acriticamente uma “narrativa egoísta” da atriz de que o diretor, sua produtora e sua equipe de relações públicas trabalharam para prejudicar sua reputação depois que ela reclamou sobre má conduta durante as filmagens da produção. Ele afirmou que o artigo de 21 de dezembro omitiu deliberadamente partes de trocas de texto e outras informações que contradiziam a versão da atriz sobre os eventos.

