A Justiça de São Paulo homologou nesta quarta-feira o plano de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açucar, apresentado em maio pela companhia, com o objetivo de equacionar um total de R$ 4,56 bilhões em compromissos com credores.
O plano é restrito à negociações com os chamados credores quirografários, ou seja, aqueles com créditos sem garantia a receber. A companhia afirma ter obtido a adesão de credores que detém uma fatia de 57,49% dos créditos sujeitos à recuperação extrajudicial.
A decisão, assinada pela juíza Larissa Gaspar Tunala, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, rejeitou contestações apresentadas por alguns credores, incluindo a da Casas Bahia.
A varejista, em processo de recuperação judicial, pediu a exclusão de um crédito total de R$ 231 milhões — incluindo R$ 174,2 milhões fixados por sentença arbitral. A magistrada, porém, entendeu se tratar de valores sem garantia e, por isso, sujeitos ao plano.
Com a homologação, os pagamentos aos credores terão início, obedecendo as três modalidades de quitação definidas pelo plano. O processo não inclui fornecedores, parceiros, clientes e trabalhadores.
A reestruturação desse passivo sem garantia prevê a emissão de novos títulos de dívida (debêntures) do Grupo Pão de Açúcar, além da captação de R$ 200 milhões em novos recursos.
Em fato relevante divulgado nesta quarta-feira, a companhia informou que segue operando normalmente, com obrigações junto a fornecedores, clientes e parceiros em dia.
Justiça homologa plano de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar
