O laudo pericial sobre o incêndio no apartamento da advogada Juliane Vieira, que salvou a família de um incêndio em Cascavel, no Paraná, concluiu que o fogo não foi provocado de forma intencional e teve início na cozinha. O documento não identificou a causa exata das chamas. O laudo de dez páginas traz fotos do local após o fogo. Segundo o perito, não foram encontrados elementos elétricos que permitissem avaliar a ocorrência de curto-circuito.
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O especialista que fez a avaliação chegou ao apartamento cerca de cinco horas e meia depois do início do incêndio, logo após a atuação do Corpo de Bombeiros, que controlou as chamas em aproximadamente uma hora. A perícia indica que o fogo começou próximo à geladeira e aos armários da cozinha, mas a fonte de ignição não pôde ser determinada.
— A conclusão do perito passou alguns comentários através do laudo: a probabilidade de ter sido iniciado um incêndio na cozinha, na parte anterior, que estava mais próxima da geladeira e de um armário ali do local. Não foram encontrados elementos elétricos que possibilitassem a realização da constatação da ocorrência ou não de curto-circuito, e também não foram encontrados focos múltiplos de incêndio, agentes acelerantes (como combustível), o que afasta um incêndio doloso. Não conseguimos identificar o local onde o fogo teria iniciado, e também o item que teria causado o incêndio — pontuou o delegado da Polícia Civil do Paraná, Ian Leão.
O incêndio foi percebido por trabalhadores de uma obra vizinha, que alertaram o porteiro do condomínio. Ele desligou o gás e a energia do prédio e acionou o alarme de emergência. No momento do incidente, estavam no imóvel Juliane, a mãe e o primo. A mãe de Pietro, que também mora no apartamento, havia saído para a academia.
Após resgatar a família e ficar em pé sobre o ar condicionado do lado de fora da janela, Juliane foi resgatada pelos bombeiros.
Juliane permanece internada em estado grave no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Universitário de Londrina. Ela sofreu queimaduras em 63% do corpo ao tentar salvar a família e chegou a se pendurar no suporte do ar-condicionado para escapar das chamas. O incêndio ocorreu na manhã de 15 de outubro, em um apartamento no 13º andar de um prédio em Cascavel.
A mãe da advogada, Sueli, de 51 anos, ficou 11 dias internada no Hospital São Lucas, em Cascavel. O primo dela, Pietro, de 4 anos, foi levado ao Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, em Curitiba, por inalação de fumaça e queimaduras nas pernas e mãos. Ele recebeu alta no fim de outubro, após 16 dias de internação.

