No caso em que Leila Pereira, presidente do Palmeiras e dona da Crefisa, é vítima de um perseguidor, o capítulo mais recente na Justiça de São Paulo envolve um recurso que solicita a prisão preventiva do acusado. Caso o pedido seja negado — algo que já aconteceu em primeira instância —, os advogados da dirigente solicitam a internação compulsória do homem. O último pedido feito por Leila está em tramitação desde o início da semana.
Como detalhado pela coluna nesta quinta-feira, Leila é vítima de um “stalker”, termo em inglês usado para descrever “perseguidores”. Desde a denúncia feita à Polícia de São Paulo, em fevereiro, até o momento, a Justiça já concedeu, veja só, nove medidas protetivas contra o homem de 40 anos, morador de Guarulhos.
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Neste novo pedido à Justiça, Leila relata que todas as ordens restritivas foram desrespeitadas pelo obsessor. Ele insiste em manter contato com a empresária, seja por ligações telefônicas ou por e-mails.
No início de julho, o juiz Márcio Lúcio Falavigna Sauandag — em decisão que aceitou denúncia do Ministério Público e tornou o homem réu pelo crime de perseguição — negou os pedidos feitos por Leila, tanto para a prisão cautelar quanto para a internação provisória do agressor.
Ao analisar o caso, o magistrado considerou que, apesar de o perseguidor continuar a enviar mensagens e e-mails culpando Leila por supostos problemas financeiros, ele não teria ferido a medida protetiva que impede sua aproximação física. Para piorar, o réu agora passou a acusar a empresária de ter “contribuído” para a morte de seu pai.
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