Desde 2010, as empresas de ônibus estão organizadas em quatro consórcios (Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz), que operam as mais de 400 linhas da cidade do Rio. No entanto, essa organização vai mudar. Com o fim do contrato atual antecipado para o segundo semestre de 2028, a partir de um acordo entre município e operadores, a capital passará a ser dividida em 31 lotes, que serão licitados em cinco fases, com a primeira delas iniciada neste ano, por Campo Grande e Santa Cruz.
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A cidade será dividida em 22 lotes estruturais — como são chamados os pacotes com linhas longas, que ligam diferentes bairros — e outros nove lotes locais, que contemplam linhas que fazem percursos concentrados num bairro só.
A previsão é de que o edital publicado em julho englobe um lote estrutural em Campo Grande e outros dois locais, concentrados em Campo Grande e Santa Cruz, com licitação em si realizada em outubro deste ano e início de operação em abril de 2026. Somadas, essas três áreas têm atualmente 199 ônibus e passarão a ter, de acordo com os cálculos da prefeitura, 680 coletivos novos com os novos operadores. Atualmente, a cidade detém 4,085 mil ônibus licenciados, com uma idade média de 6,7 anos.
Para a escolha desses pontos, foi levado em consideração o Índice de Qualidade do Transporte (IQT), que considera a Zona Oeste como a pior área, no geral. As áreas com as piores avaliações serão priorizadas. Cada fase não é uniforme e pode englobar diferentes regiões da cidade em uma etapa só. Também pode haver casos em que o bairro é atendido em diferentes fases, a depender dos lotes locais e estruturais. No geral, será da seguinte maneira:
- Fase 1: regiões de Campo Grande e Santa Cruz, com previsão de início da operação em abril de 2026;
- Fase 2: regiões da Ilha do Governador, Cidade Universitária, Bangu e Padre Miguel, assim como Vila Isabel, com previsão de início da operação em setembro de 2026;
- Fase 3: regiões da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, assim como bairros da Zona Norte, no entorno da Penha (lote local) e o Caju (lote estrutural), com previsão de início da operação em abril de 2027;
- Fase 4: regiões de Guaratiba e parte da Zona Norte, como a Penha (lote estrutural) e o Grande Méier, com previsão de início da operação em novembro de 2027;
- Fase final: Zona Sul e Centro, com previsão de início da operação até agosto de 2028.
Na prática, os operadores só poderão usar ônibus novos, equipados com ar-condicionado, com uma estimativa de que a frota chegue aos 5 mil veículos, o que representa um aumento de mais de 20%. A maioria deverá ser do modelo piso baixo (que não depende de elevadores para o acesso de cadeirantes), com motor traseiro. A tecnologia adotada pelos coletivos é a do motor Euro 6, entendido como menos poluente. O município reconhece, no entanto, que estudos estão sendo avaliados para implementar frota elétrica. Os detalhes, no entanto, só serão divulgados quando o edital for publicado.
A prefeitura, por sua vez, seguirá pagando os mesmos subsídios às empresas que assumirem os 31 lotes. Assim como em 2010, será instituído um padrão visual determinado pelo município.

