A pouco mais de duas semanas das eleições, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a lançar um pacote eleitoral, com o desafio de tentar reverter o quadro de perda de popularidade, somado ao avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. Entre as medidas estão o reajuste de 15% do Bolsa Família e um novo programa para reduzir o endividamento das famílias.
O aumento do piso do benefício acontece após o governo identificar uma perda de popularidade entre o público-alvo do programa, e que costuma ser fiel a Lula nas urnas: a parcela da população que recebe até dois salários mínimos.
Em entrevista exclusiva ao jornal “Extra”, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, antecipou que o governo deve anunciar a proposta de um novo programa de redução do endividamento das famílias. A ideia, segundo ele, é fazer uma espécie de “leilão” para que o governo viabilize a recompra, com deságio, de dívidas antigas dos consumidores.
A iniciativa acontece em meio a níveis elevados de inadimplência das famílias brasileiras. Em um cenário de juros altos, o endividamento permanece como um problema, apesar do Desenrola 1 e 2.
Além das novas medidas, fazem parte desse pacote dois projetos que foram enviados ao Congresso e ainda estão em tramitação. Um deles é o aumento do teto de faturamento para microempreendedores individuais (MEI) de R$ 81 mil para R$ 140 mil nos próximos anos.
O outro é uma das grandes bandeiras do governo nesta campanha: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1. A análise do texto deve ficar para depois das eleições. Mesmo assim, a defesa da aprovação da proposta será um dos motes da campanha petista.
O início dos anúncios acontece em um momento em que o governo se vê pressionado pelas repercussões negativas geradas pela crise do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em meio ao avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto, Lula passou a incorporar à campanha medidas que vão além da área econômica. Em agenda em Montes Claros (MG) nesta quinta-feira, o presidente afirmou que vai distribuir canetas emagrecedoras gratuitamente para pacientes com obesidade. No entanto, não detalhou a partir de quando a medida começará a valer.
Em maio, o governo já havia imposto um ritmo acelerado a uma série de medidas voltadas à baixa renda e à classe média, chegando a lançar novas iniciativas a cada 3,5 dias, em média. A maioria delas consistia em medidas de crédito, lançadas antes de 4 de julho, quando começam a valer as regras de conduta do período eleitoral.
Lula apela a pacote eleitoral com Bolsa Família e novo programa para endividamento às vésperas do primeiro turno
A pouco mais de duas semanas das eleições, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a lançar um pacote eleitoral, com o desafio de tentar reverter o quadro de perda de popularidade, somado ao avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. Entre as medidas estão o reajuste de 15% do Bolsa Família e […]