O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltará às ruas nesta sexta-feira, após passar os primeiros dias depois do primeiro turno concentrado em reuniões com aliados e integrantes da campanha para discutir os próximos passos da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL). A retomada dos atos eleitorais começará por Ceilândia, no Distrito Federal, e seguirá para Natal, no Rio Grande do Norte, no sábado. A campanha também prepara uma série de compromissos no Sudeste, em uma tentativa de ampliar a mobilização dos eleitores nas semanas que antecedem a votação de 25 de outubro.
A volta às ruas ocorre em meio a uma reorganização da campanha petista depois do resultado de domingo, quando Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio. Nos últimos dias, o presidente participou de conversas sobre estratégias de comunicação, articulação política e formas de conquistar votos além de sua base eleitoral.
A primeira parada será em Ceilândia, onde Lula participará de uma caminhada ao lado de Leandro Grass (PT), candidato ao governo do Distrito Federal. O petista disputa o segundo turno contra a governadora Celina Leão (PP), que ficou próxima de vencer a eleição no domingo. A presença de Lula no local também faz parte da estratégia de reforçar a campanha de aliados que seguem na disputa pelos governos estaduais.
No sábado, o presidente seguirá para Natal, onde está prevista uma mobilização ao lado de Cadu Xavier (PT), que concorre ao governo do Rio Grande do Norte contra Allyson Bezerra (União). Assim como no Distrito Federal, a agenda permitirá que Lula participe da campanha presidencial e, ao mesmo tempo, fortaleça o palanque de um candidato de seu partido.
Além dos compromissos no Distrito Federal e no Rio Grande do Norte, a campanha prepara uma nova rodada de viagens ao Sudeste, região que concentra o maior eleitorado do país. O roteiro ainda não está fechado, mas a expectativa é que Lula intensifique a presença nos estados da região, onde perdeu cerca de 1,8 milhão de votos em relação ao primeiro turno de 2022.
O resultado das urnas é um dos principais fatores por trás da revisão da estratégia eleitoral. Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos. O desempenho provocou cobranças dentro do PT por mudanças na condução da campanha, especialmente na comunicação digital e na capacidade de mobilização dos eleitores.
Na quarta-feira, durante uma reunião com deputados aliados em Brasília, Lula fez críticas à organização da campanha no primeiro turno e defendeu ajustes para a nova etapa. O presidente também passou a adotar um discurso mais enfático sobre segurança pública, um dos temas que ganharam espaço na disputa com Flávio.
Outra preocupação dos aliados é a necessidade de alcançar eleitores que não votaram em nenhum dos dois candidatos no domingo. A campanha pretende reforçar o diálogo com quem se absteve, votou em branco ou anulou o voto, além de buscar apoio entre os eleitores dos candidatos derrotados no primeiro turno.
A retomada das viagens também coincide com o início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, nesta sexta-feira. Diferentemente do primeiro turno, Lula e Flávio terão o mesmo tempo de exposição, com programas que seguirão até o dia 23 de outubro, dois dias antes da votação.
Lula volta às ruas com agendas no DF, Nordeste e Sudeste após semana de articulações para campanha do segundo turno
