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novembro 6, 2026
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Mais de 200 escritoras denunciam 'sexismo' dos prêmios literários franceses; homens conquistaram os cinco principais

Por · novembro 6, 2026
Mais de 200 escritoras denunciam 'sexismo' dos prêmios literários franceses; homens conquistaram os cinco principais


Mais de 200 escritoras francesas, entre elas a vencedora do Nobel Annie Ernaux e Virginie Despentes, denunciaram nesta sexta-feira (6) o “sexismo” que, em sua avaliação, caracteriza os principais prêmios literários da França, depois que todos foram concedidos neste ano a homens.
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Em um artigo de opinião publicado pelo jornal Libération, as autoras expressaram sua “indignação” diante de um sistema de premiação que, segundo elas, “não reflete a riqueza e a diversidade da literatura contemporânea”.
A crítica ocorre poucos dias após a entrega dos cinco principais prêmios da temporada literária francesa: o Goncourt foi concedido a Philippe Jaenada, o Renaudot a François-Henri Désérable, o Femina a Yannick Haenel, o Médicis a Philippe Vasset e o Grande Prêmio da Academia Francesa a Sébastien Lapaque.
“Os jurados conseguiram a façanha heroica de premiar apenas homens”, escreveram as signatárias, que destacam ainda que esta temporada literária havia sido apresentada como especialmente aberta e rica em obras escritas por mulheres.
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Algumas escritoras, porém, receberam prêmios de menor repercussão. Anne Godard ganhou o Prêmio Décembre, Lucie Rico, o Prêmio de Flore, e a espanhola Eva Baltasar venceu o Médicis na categoria de romance estrangeiro.
As signatárias sustentam que continua funcionando um sistema de “cooptação patriarcal”, favorecido pelo fato de que “os membros dos júris dos grandes prêmios costumam ser nomeados por seus próprios pares e, na maioria dos casos, permanecem nos cargos por toda a vida”.

Mais de 200 escritoras denunciam 'sexismo' dos prêmios literários franceses; homens conquistaram os cinco principais