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setembro 24, 2026
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Marcelo D2 leva show com releituras de samba, incluindo clássicos de Zeca Pagodinho, ao Rio Gastronomia

Por · setembro 24, 2026
Marcelo D2 leva show com releituras de samba, incluindo clássicos de Zeca Pagodinho, ao Rio Gastronomia


O público que frequenta os eventos no Jockey Club, na Zona Sul do Rio, está acostumado às rodas de samba. Afinal, Pretinho da Serrinha é um dos hits por lá, além dos festivais que levam atrações do gênero ao clube à beira da Lagoa. Nesta quinta-feira (24), às 20h, no entanto, uma roda de samba um pouco diferente estará no palco do Rio Gastronomia, quando Marcelo D2 surge com seu “Manual prático do novo samba tradicional”.
— Eu acho que esse público das rodas de samba também vai ao meu show — diz ele, pouco antes de um ensaio na quarta-feira (23), num estúdio no Cosme Velho. — Talvez mais por mim do que pela minha música. Eu sou bom comunicador quando estou em cima do palco, modéstia à parte.
Um prato de rabada
O projeto atual do cantor surgido com o Planet Hemp nos anos 1990 começou pela gastronomia, aliás: foi vendo seus filhos comendo rabada em sua casa, pouco depois da morte de sua mãe, há três anos, que D2 pensou como a cultura familiar e a herança africana passam de geração a geração. Isso motivou discos como “Iboru” e o “Manual prático”, que chega ao quarto volume em outubro: uma coleção de releituras do samba misturadas a músicas inéditas, com o tempero (opa!) do som inconfundível do artista que há 30 anos busca a batida perfeita.
— Eu tento ser revolucionário, underground… “Alternativo” talvez seja a palavra mais interessante — começa ele. — Tento ser vanguardista, sabe? Olhar na frente e ver o que as pessoas estarão fazendo daqui a três anos. Acho que fiz isso bem com o “Iboru”, mas também é pouco cansativo, esse negócio de estar renovando o tempo todo, tá ligado?
Enquanto reflete sobre a passagem do tempo (“Faço 60 no ano que vem, tô com a ideia de um disco”), ele segue com seu samba vanguardista, em que violões, cavaquinhos e percussões são inundados de samplers, vozes do além e outros ruídos diversos. A formação atual, aliás, deu uma radicalizada nessa ideia.
— Um camarada meu me fez uma provocação — conta ele. — Ele me disse que o show com a base e a banda de samba tocando por cima estava com pouca alquimia. Eu aceitei a provocação dele e mudei.
A banda que o público do Rio Gastronomia verá hoje à noite acompanhando o rapper-sambista não tem instrumentos de harmonia. Nada de violão, piano ou outras peças da música tradicional (uma ironia com o nome “Manual prático do novo samba tradicional”, inclusive).
— Peguei os dois caras dos Fita (Abel Duarte e Cainã Bomilcar, do grupo Tantão e os Fita, liderado pelo lendário cantor do underground carioca, conhecido do grupo Black Future, dos anos 1980), que pilotam os samplers e jogam as bases e efeitos — diz ele. — Em cima disso, tem o Antônio Neves (sopros), que representa essa nova onda do jazz, mais bateria e percussão.
Uma formação bem alternativa, mas que soa ao vivo como um samba com uma dose extra de maldade, ao som de clássicos como “Delegado Chico Palha” (antigo samba de Tio Hélio e Nilton Campolino, sucesso de Zeca Pagodinho), “Maneiras” (também do repertório de Zeca) e Zé do Caroço, de Leci Brandão, que estará no quarto volume do “Manual”, além dos sucessos da carreira solo de D2 e, quem sabe, uma musiquinha do Planet Hemp. A banda dele com amigos como BNegão e Formigão, que unia essencialmente o rap ao rock, encerrou as atividades no fim de 2025.
— Acabou — diz ele. — Eu fiquei mal com isso, voltei até à terapia (risos). Mas acabou.
Ele conta que a ideia foi proposta por ele mesmo num encontro da banda.
— Eu falei que achava que a gente tinha que parar, e ninguém me contestou — lembra. — Todos me olharam interessados e disseram: “Explica mais aí”.
‘Até o Grammy!’
Segundo ele, a relação entre os integrantes está melhor do que nunca.
— Fui ver o Bernardo (BNegão) discotecar outro dia, peguei o microfone, cantei umas paradas — conta. — Depois, fomos comer um negócio e ele me disse: “Cara, tu é muito mais maneiro fora do Planet Hemp”.
Segundo BNegão, tratava-se de “uma banda underground que frequentava o mainstream”.
— Pois é, a gente tava tocando em estádio, nada mais distante do underground, de onde a gente veio — avalia ele. — Nosso último disco, “Jardineiros: a colheira”, ganhou até o Grammy! A gente nunca tinha ganhado prêmio nenhum. Era a hora de acabar mesmo. Hoje as pessoas são muito desesperadas por atenção, e essa nunca foi a nossa. Só ficamos devendo um último show no Garage.
O Ministério da Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, através da Lei Municipal de Incentivo a Cultura – Lei do ISS, Sesc RJ e Senac RJ apresentam Rio Gastronomia 2026. O evento conta o Governo do Estado do Rio de Janeiro como estado anfitrião e com a Cidade do Rio de Janeiro como cidade anfitriã; patrocínio Master de Claro, Banco do Brasil e Elo e 99Food; patrocínio de Stella Artois, PRIO, Maturatta, Light, Secretaria Municipal de Cultura, através da Lei Municipal de Incentivo a Cultura – Lei do ISS; apoio da Sulamérica, Rede D’Or, Naturgy, Prezunic, Garrafaria, Água Pouso Alto, Président, Batavo, Cielo, Chandon, Seara Gourmet, Coca-Cola, Matte Leão, Sabores de Visconde de Mauá, Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur, Sebrae, Governo do Amapá e Fecomércio, TV Globo, Ipiranga, e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Sececrj); participação de café Três Corações, Frescatto, Aperol, Granfino, Granado, Nova Rio, Cachaça 51, Limppano e Prefeitura de Maricá; Shopping Oficial Rio Sul; Cia Aérea Oficial Gol Linhas Aéreas; Hotel Oficial Fairmont Rio; Parceiro ESG magikk; Parceria do SindRio; Produção RKF e Lanikai; Rádio Oficial CBN e Rádio Globo, Parceiro de Mídia Eletromídia, Assessoria de Imprensa In Press. A realização é do GLOBO através do Ministério da Cultura.

Marcelo D2 leva show com releituras de samba, incluindo clássicos de Zeca Pagodinho, ao Rio Gastronomia