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Mateus Aleluia, que fez história nos Tincoãs, lança quinto álbum solo

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junho 10, 2025
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Mateus Aleluia em Cachoeira, no Recôncavo, sua terra natal — Foto: Divulgação/Vinícius Xavier

Os primeiros versos ouvidos no novo álbum de Mateus Aleluia são “No amor não mando/ Me manda o amor/ Quando o amor me manda, eu sigo e vou”. Para o artista baiano, as canções estão ligadas pelo tema do amor, mas não, necessariamente, o romântico.

— A gente só pensa o amor como sentimento, do ponto de vista lírico, não como pedra basilar de tudo o que existe. Mesmo quando você está odiando, é assim. O ódio é a outra face do amor, assim como o riso é a outra face do choro e vice-versa — afirma ele.

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Perto de completar 82 anos, o baiano de Cachoeira, no Recôncavo, está lançando seu quinto trabalho solo. Esta fase da carreira começou em 2009. Antes, era reconhecido como integrante de Os Tincoãs, grupo fundamental na história da música afro-brasileira. Formado por Mateus, Dadinho e um terceiro integrante — função que foi exercida por três artistas diferentes —, o conjunto lançou discos em 1973, 1975 e 1977 que se tornaram históricos.

— Os Tincoãs não poderiam deixar de estar (presentes na produção atual). Você nunca vai separar Paul McCartney dos Beatles. Eu e Dadinho tivemos toda uma vida juntos — diz.

O amigo morreu em Luanda, em 2000, vítima de um derrame. Mateus voltou para o Brasil em 2002. Os dois haviam se mudado para a capital de Angola em 1983. Ele diz que o país africano também está presente em tudo o que faz.

— Dezenove anos e oito meses não foram 19 dias. Foram marcantes — ressalta ele. — Cachoeira é meu nascimento, meu berço, minha cabaça, meu útero. Quando saí do Rio (onde vivia por causa da carreira dos Tincoãs) para Luanda, parece que tive outro nascimento. Filhos gêmeos nascem do mesmo útero. Eu sou diferente, nasci de dois úteros.

Mateus Aleluia em Cachoeira, no Recôncavo, sua terra natal — Foto: Divulgação/Vinícius Xavier

A entrevista foi feita por vídeo, com Mateus falando de Salvador, onde estava de passagem. Ele já morou na capital baiana, mas voltou há vários anos para Cachoeira.

— Significa voltar ao seu princípio. Saber o que você era, o que você está sendo, o que você vai ser — diz. — Quando eu cheguei em Luanda, parecia que estava em Cachoeira. Quando cheguei em Cachoeira, parecia que estava em Luanda.

Município fundado em 1531, Cachoeira tem cerca de 30 mil habitantes. É um universo com muita história e pequeno. Mateus o reduz ainda mais, saindo pouco de casa, na Vila de Belém, como conta:

— Da minha casa eu vejo o mundo. A minha casa é como se fosse Paris, Nova York, Nairóbi, Luanda. Como dizia Lupicínio Rodrigues, “o pensamento parece uma coisa à toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar”. Minha casa é meu terreiro, minha igreja, onde estão meus orixás, minhas crenças.

O novo álbum tem sonoridade cheia, com muitos instrumentos na maior parte das faixas, inclusive alguns pouco usuais na música popular, como trompa, fagote, oboé e harpa. Mas o violão de Mateus está no centro, assim como é na sua rotina.

— Estou sempre com o violão — destaca ele, que tocava atabaque nos Tincoãs. — Para mim, música é tudo. Através da música, eu falo coisas que as pessoas não sabem o que é, mas entendem. Cada um cria sua própria narrativa a partir do que a música o impulsiona a mergulhar dentro de si.

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O quinto trabalho solo é o primeiro que tem o nome do artista como título. Em depoimento gravado em vídeo para o projeto, Mateus afirma que talvez seja o álbum de sua carreira em que tenha se sentido mais confortável.

— Quando ele trouxe a proposta, a gente deixou as coisas acontecerem em torno do que ele esperava do disco — conta a produtora e diretora artística (ao lado de Mateus) Tenille Bezerra. — Quando percebemos que havia algo singular ali e não havia nome, veio a ideia de chamar de “Mateus Aleluia”, por refletir fielmente o desejo dele quanto ao repertório.

Viabilizado pelo projeto Rumos Itaú Cultural e com direção musical de Tadeu Mascarenhas, “Mateus Aleluia” reúne 12 canções — todas compostas por ele — em seis faixas. Estas podem durar até mais de dez minutos. O artista diz que o objetivo é “copiar a natureza”.

— A natureza não interrompe uma coisa para começar outra. Na tentativa de sermos um pouco naturais, não cronometramos. Não vamos ficar dentro daquele cronômetro exigido pela indústria fonográfica. Vamos ser um pouco rebeldes em relação a isso. Vamos deixar o intelecto um pouco de lado e partir mais para o coração — explica.

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