Novas tecnologias que vêm sendo integradas ao ensino na área médica foram demonstradas em atividades no espaço Saúde_Tech. Uma delas é um simulador virtual de um paciente chamado Body Interact. O recurso pedagógico permite que o aluno interaja com um paciente virtual para chegar a um diagnóstico, definir qual o tratamento indicado e realizar intervenções clínicas de acordo com a evolução do quadro, se preciso. O objetivo é treinar novatos para tomar decisão e atuar em situações de pressão, cenário comum na área de emergência.
Outro atrativo no mesmo espaço foi um manequim realístico dotado de uma tecnologia capaz de fazê-lo apresentar respostas fisiológicas como se fosse um humano de verdade, conforme a programação escolhida — é possível configurá-lo, por exemplo, para simular uma arritmia cardíaca. Jovens que visitaram o espaço puderam aferir o pulso, verificar os sinais vitais e auscultar o pulmão desse “paciente tecnológico”.
— O uso de recursos de prática simulada torna os alunos mais interessados em aprender. O manequim realístico, por exemplo, tem a pele parecida com a de um ser humano e reproduz batimentos cardíacos. Isso deixa o estudante mais animado e confiante no processo de aprendizagem — afirma Camila Picharillo, especialista em saúde do Senac RJ. — Além disso, há um ganho de segurança para o paciente, porque o técnico pode treinar nos simuladores antes de atuar em pessoas reais.
Um hospital simulado por meio de realidade virtual e inteligência artificial foi mais uma inovação que chamou a atenção dos visitantes. Para participar da atividade, era necessário colocar óculos de realidade virtual e agir como um profissional de saúde no atendimento ao paciente, desde a recepção até a alta hospitalar.
Teoria e prática
Estudante do primeiro período da graduação em Enfermagem, Maria Isabel Marinho, de 19 anos, gostou de conhecer as novidades tecnológicas apresentadas no espaço Saúde_Tech.
— O curso na faculdade é muito teórico no início, o que, às vezes, desanima um pouco. Articular teoria e prática é mais estimulante e ajuda no aprendizado — diz a jovem.
Nas outras atividades, os participantes eram convidados a fazer manobras de desengasgo e ressuscitação cardíaca em manequins ou executar tarefas do dia a dia, como sentar em uma cadeira usando acessórios que limitavam o movimento das articulações e o campo visual. O objetivo era fazer com que experimentassem as dificuldades enfrentadas no processo de envelhecimento.

