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Considerada altamente incomum, a medida se dá enquanto parlamentares reclamam que estão sendo mantidos sem informações sobre as ações comandadas pelo governo do presidente Donald Trump. Além disso, os oficiais das Forças Armadas americanas já são obrigados por lei a proteger segredos de segurança nacional, o que causa ainda mais estranhamento com o novo ato.
Segundo as autoridades, é possível estimar quantos membros do Departamento de Defesa dos EUA foram obrigados a assinar os acordos nem o alcance dos documentos.
Embora o Departamento recorra ocasionalmente a acordos de confidencialidade desde que Pete Hegseth assumiu a pasta, em janeiro, o uso desses documentos especificamente ligados a operações na América Latina ainda não havia sido revelado.
Hegseth adotou uma série de medidas para restringir o fluxo de informações. Em um memorando datado de 15 de outubro, determinou que funcionários do Pentágono precisam de autorização prévia para interagir com membros do Congresso. Também abriu investigações sobre vazamentos e impôs novas regras de acesso à imprensa, exigindo que jornalistas credenciados assinassem uma política revisada — sob pena de perder suas credenciais.
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Na semana passada, o Pentágono anunciou o envio do grupo de ataque do porta-aviões Gerald Ford para a região, ampliando um reforço militar que, segundo especialistas, ultrapassa em muito o necessário para operações de combate ao narcotráfico — o objetivo declarado da missão até agora.
A chegada do porta-aviões acrescenta cerca de 10 mil militares e grande poder de fogo a uma mobilização que já inclui destróieres com mísseis guiados, caças F-35, um submarino nuclear e aproximadamente 6,5 mil tropas. O Pentágono não esclareceu por que tamanho aparato seria necessário para operações antidrogas.
Desde o início de setembro, o Exército americano realizou ao menos 13 ataques contra embarcações supostamente ligadas ao tráfico de drogas, principalmente no Caribe, que resultaram na morte de cerca de 57 pessoas. O Pentágono divulgou poucas informações sobre os alvos, mas reconheceu que entre as vítimas há cidadãos da Venezuela, da Colômbia e do Equador.
O Pentágono não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.
A operação naval no Pacífico faz parte da chamada “guerra contra o narcotráfico” promovida pelo governo Trump, que também deslocou aeronaves de combate para o Caribe e anunciou planos para expandir as ações por terra contra grupos ligados ao tráfico na América do Sul.
Desde então, o governo Trump não apresenta nenhuma evidência para apoiar suas alegações sobre os barcos, sua conexão com cartéis de drogas ou mesmo a identidade das pessoas mortas nesses ataques. A Venezuela, por sua vez, acusa os Estados Unidos de conspirarem para derrubar o presidente Nicolás Maduro, buscando “fabricar um conflito” para justificar uma invasão.
“Esses narcoterroristas mataram mais americanos do que a Al-Qaeda e serão tratados da mesma forma. Vamos rastreá-los, criá-los em rede e, então, caçá-los e matá-los”, acrescentou o secretário no X.

