O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o general Augusto Heleno a deixar sua prisão domiciliar no próximo dia 22 para um atendimento médico ambulatorial no Hospital das Forças Armadas. O ministro ainda deu aval para a internação urgente do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo de Jair Bolsonaro, condenado por golpe de Estado, sem necessidade de prévia decisão judicial e se houver orientação médica.
A decisão foi assinada na quarta-feira, 14, um dia depois de Moraes também autorizar que Heleno receba visitas médicas diárias. As visitas foram requeridas pelo Comando Militar do Planalto, em razão do diagnóstico de demência de origem mista, “de natureza progressiva e irreversível” do general da reserva. Moraes deu a autorização em razão da “ampla documentação comprobatória da condição de saúde” do militar.
Heleno cumpre os 21 anos de prisão a que foi condenado por golpe de estado em prisão domiciliar humanitária desde dezembro do ano passado. A medida foi autorizada em razão da idade do militar, que tem quase 80 anos, e por ele ter Alzheimer.
A decisão foi tomada após perícia médica oficial da Polícia Federal confirmar que o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) é portador de demência mista, Alzheimer e vascular, “progressiva e irreversível, além de outras comorbidades graves, como osteoartrose avançada da coluna, dor crônica e risco aumentado de quedas”.
Moraes autoriza que Heleno saia de prisão domiciliar para atendimento médico em Brasília
