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outubro 12, 2026
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Morte de pesquisadora na Rússia: patógeno responsável ainda não foi divulgado pelo governo e especialistas cobram respostas

Por · outubro 12, 2026
Peste na Rússia: agência sanitária conclui que não há risco epidêmico após morte de técnica de laboratório


Mais de uma semana após a morte misteriosa de uma jovem pesquisadora da peste por pneumonia, a Rússia ainda não identificou publicamente o patógeno que a matou. A possibilidade de a pesquisadora ter contraído peste pneumônica em seu laboratório gerou temores globais de um surto.
Essas preocupações começaram a diminuir, já que nenhum outro caso conhecido surgiu na região de Irkutsk, onde Darya Shipilova, uma pesquisadora de 28 anos do Instituto de Combate à Peste da Sibéria e do Extremo Oriente, faleceu em 2 de outubro.
Mas a ausência de uma explicação oficial para a morte de Shipilova, apesar dos milhares de exames realizados em outras pessoas da comunidade e em seus próprios restos mortais, alimentou preocupações sobre o que, se é que existe algo, o governo autoritário da Rússia poderia estar escondendo.
Segundo a Rospotrebnadzor, a agência reguladora de saúde pública da Rússia, os restos mortais de Shipilova não apresentaram resultado positivo para nenhum dos patógenos perigosos com os quais ela trabalhava no instituto, incluindo a bactéria causadora da peste. A agência afirmou que ela morreu de pneumonia de origem desconhecida. A pneumonia pode ser causada por diversos vírus, bactérias e fungos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda está tentando entender o “agente causador” da pneumonia fatal, se foi ou não a peste, disse Maria Van Kerkhove, diretora de gestão de epidemias e pandemias da OMS, em uma coletiva de imprensa na quarta-feira.
— Se isso for descartado, eles dizem que foi descartado, do que ela realmente morreu? — questiona Van Kerkhove.
Especialistas disseram acreditar que, com a tecnologia de testes moderna, as autoridades russas já deveriam ter a resposta.
— Presumivelmente, eles têm a capacidade de fazer um sequenciamento genômico simples em poucos dias. Presumivelmente, eles já fizeram isso, mas não compartilharam os resultados, e isso é preocupante — diz Raj Panjabi, que atuou como funcionário de saúde pública da Casa Branca durante o governo Biden.
Na Rússia, qualquer possível caso de um patógeno escapar de um laboratório atrai atenção desproporcional em todo o mundo, em parte porque o país é um dos poucos no mundo que continua a trabalhar em armas biológicas, de acordo com a avaliação anual de ameaças da comunidade de inteligência dos EUA.
Não há indícios de que o instituto de Irkutsk estivesse realizando pesquisas sobre armas biológicas, disseram pessoas a par da inteligência americana, falando sob condição de anonimato para poderem dar uma avaliação sincera.

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