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Mostra na Cinemateca de SP exibe filmes sobre períodos de repressão política como ‘Ainda estou aqui’ e ‘Terra em transe’

BRCOM by BRCOM
setembro 9, 2025
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“Terra em transe” (1967) — Foto: Reprodução

Vencedor do Oscar 2025 de melhor filme internacional, “Ainda estou aqui”, de Walter Salles, será exibido nesta quarta-feira (10) na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. O filme — o primeiro a trazer uma estatueta da premiação para o Brasil — retrata a trajetória de Eunice Paiva depois que o marido, o ex-deputado Rubens Paiva, é sequestrado, torturado e morto pela ditadura militar. Adaptação do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, um dos filhos do casal, o longa abre a mostra itinerante “A Cinemateca é Brasileira — Resistências cinematográficas”, dedicada a filmes que retratam períodos de repressão na história do Brasil. A sessão será às 20h e, como nas seguintes, a entrada será gratuita.

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Esta é a segunda edição do projeto. Em 2023, a curadoria focou em filmes nacionais que retratassem diferentes propostas estéticas e momentos históricos. Desta vez, os onze títulos exibidos (entre curtas e longas-metragens) abordam direta e indiretamente períodos como o golpe de 1964 e a ditadura militar. A mostra itinerante passou no ano passado e neste ano por cidades como Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, João Pessoa, Recife, Belo Horizonte e Salvador.

Entre as clássicas produções figuram títulos como “Terra em transe”, de 1967. Dirigido por Glauber Rocha, o longa mostra Eldorado, um país fictício da América Latina que se encontra entre o golpe de Estado e o populismo. Já a luta do movimento operário por melhores condições de trabalho e pela redemocratização aparece em “Eles não usam black tie” (1981), de Leon Hirszman, outra joia do audiovisual brasileiro.

“Terra em transe” (1967) — Foto: Reprodução

A força da ficção como um retrato histórico permanece com a exibição de “Pra frente Brasil” (1982), de Roberto Farias. Com uma premissa irônica, o filme retrata a empolgação do país com a seleção na Copa do Mundo no México, em 1970, enquanto prisioneiros políticos são submetidos a torturas por agentes da ditadura militar.

A Sessão de Curtas também será responsável por apresentar relatos impactantes sobre os períodos de repressão em “Libertação de Inês Etienne Romeu” (1979), de Norma Bengel, “Vala comum” (1994), de João Godoy, e na animação “Torre” (2017), de Nádia Mangolini. Enquanto isso, os horrores praticados contra os povos indígenas são denunciados em “Arara: um filme sobre um filme sobrevivente” (2017), de Lipe Canêdo, e outro país fictício e autoritário da América Latina é criado em “Manhã cinzenta” (1969), de Olney São Paulo, baseado no conto homônimo escrito pelo diretor.

A mostra termina no domingo (14) com a exibição do documentário de Arnaldo Jabor, “A opinião pública”, de 1966. Por meio de depoimentos de estudantes, o cineasta fala sobre a distância da classe média carioca diante da realidade brasileira da época. Todas as sessões são gratuitas, com ingressos distribuídos uma hora antes de cada horário.

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  • Confira a programação completa:
      • Mostra na Cinemateca de SP exibe filmes sobre períodos de repressão política como ‘Ainda estou aqui’ e ‘Terra em transe’

Confira a programação completa:

Quarta-feira, 10 de setembro

  • 20h: “Ainda estou aqui” (2024), de Walter Salles

Quinta-feira, 11 de setembro

  • 19h30: “Terra em transe” (1967), de Glauber Rocha

Sexta-feira, 12 de setembro

  • 19h30: “Pra frente Brasil” (1982), de Roberto Farias
  • 19h30: “Eles não usam black tie” (1981), de Leon Hirszman
  • 16h: Sessão de Curtas — “Manhã cinzenta” (1969), de Olney São Paulo; “Libertação de Inês Etienne Romeu” (1979), de Norma Bengell; “Vala comum” (1994), de João Godoy; “Torre” (2017), de Nádia Mangolini; e “Arara: um filme sobre um filme sobrevivente” (2017), de Lipe Canêdo.
  • 19h30: “A opinião pública” (1966), de Arnaldo Jabor

A mostra ocorre na Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Mariana), de quarta (10) a domingo (14).

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