O presidente Lula perdeu a oportunidade de dar um sinal a eleitores que não são tradicionalmente os seus, e ao mercado, ao falar sobre dívida pública na entrevista desta quinta-feira na GLOBO. Lula disse que criou cinco filhos e sabe como é difícil lidar com dívidas. Mas a questão não era pessoal, e sim de contas públicas. Mais uma vez, ele defendeu a posição clássica do PT de que o país precisa crescer para reduzir a dívida. Isso de fato acontece, porque a dívida é medida como percentual do PIB. Se o PIB cresce, além de arrecadar mais, fica mais fácil lidar com o endividamento. É possível reduzir a dívida crescendo. No entanto, para o país crescer, é preciso fazer ajuste fiscal, porque, sem isso, não há queda da taxa de juros. A Selic elevada é um dos fatores que têm piorado a trajetória da dívida e dificultado os investimentos produtivos. Tudo na economia está conectado. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Na entrevista, Lula acerta no tarifaço, mas falha ao tratar da dívida
