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setembro 26, 2026
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Na ONU, chanceler russo defende objetivos militares na Ucrânia 'não importam circunstâncias' e tem 1ª reunião com a Alemanha desde 2022

Por · setembro 26, 2026
Na ONU, chanceler russo defende objetivos militares na Ucrânia 'não importam circunstâncias' e tem 1ª reunião com a Alemanha desde 2022


O chanceler da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou neste sábado que todos os objetivos militares russos na Ucrânia serão alcançados “não importam as circunstâncias” e criticou a resistência da Europa em aceitar as conversas de paz propostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em sua participação na Assembleia Geral da ONU. A promessa de continuidade militar e o tom aberto de confronto com os europeus ocorreu pouco depois de uma reunião entre Lavrov e o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, no primeiro encontro de alto nível entre os chefes das diplomacias dos dois países desde 2022.
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— Os objetivos da operação militar especial serão alcançados, a ameaça à segurança da Rússia será eliminada e a vida pacífica retornará. Isso acontecerá não importam as circunstâncias — disse Lavrov a partir do púlpito da ONU, em Nova York, em mais um ano que representou Moscou, com a ausência do presidente Vladimir Putin.
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O discurso do chanceler foi proferido no mesmo dia em que novos ataques aéreos foram trocados por Rússia e Ucrânia. Ao menos sete pessoas morreram, segundo autoridades dos dois lados da fronteira, sendo quatro em regiões ucranianas e três em Krasnodar, na Rússia, onde as forças ucranianas dizem ter atingido uma refinaria de petróleo. Embora os militares de Kiev tenham recebido amplo apoio do Ocidente desde o começo da guerra, Lavrov direcionou críticas apenas à parte europeia dos aliados — enquanto pareceu demonstrar alguma aproximação com os interesses de Washington.
— A Europa faz tudo que está ao seu alcance para obstaculizar as conversas de paz desejadas pelo governo de Trump — disse o representante russo, em um momento em que o presidente americano tem sido apontado como um fator de instabilidade dentro da Otan.
Trump não abandonou totalmente o apoio americano à Ucrânia, que foi firme durante o governo Joe Biden. Contudo, não tem evitado em apontar o tema como um assunto europeu, e oferecer a Moscou um tratamento menos hostil do que já foi a posição americana durante o conflito — considerando uma saída sem a concordância russa impossível. As propostas americanas também tem caminhado sem consenso.
Em uma tentativa de propor um caminho para as negociações, Trump teria proposto ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que aceitasse visitar Putin em Moscou, a fim de negociar o fim da guerra, segundo noticiou a agência de notícias Bloomberg. O plano teria sido rejeitado por Zelensky, disseram fontes consultadas pela publicação, que também teriam relatado a insatisfação do presidente com a ideia — que vem sendo alimentada como uma possibilidade por Putin, apesar da resistência ucraniana à medida tornar a proposição um “não começo”.
Encontro bilateral
Pouco antes do início do discurso no palco multilateral, Lavrov manteve um diálogo direto com o chefe da diplomacia alemã, país que recrudesceu a retórica contra a Rússia nos últimos meses, após taxar o incidente com drones armados no Aeroporto de Leipzig como um ato hostil de Moscou. Foi a primeira reunião desse tipo desde que Moscou invadiu a Ucrânia.
Fontes diplomáticas em Berlim afirmaram que Wadephul advertiu a Moscou que “abandonasse seu caminho perigoso de escalada” contra a Alemanha, a Europa e a Otan durante a conversa com Lavrov. Uma fonte citada pela AFP afirmou que o representante alemão teria deixado claro que “outros ataques híbridos não abalariam a determinação da Alemanha em apoiar a Ucrânia”.
A relação diplomática entre os países atingiu níveis baixos, com ambos os países ordenando o fechamento do consulado do outro. Voos diretos entre a Rússia e a Alemanha estão suspensos desde a invasão russa à Ucrânia. Lavrov acusou recentemente a Alemanha de “querer guerra novamente”. (Com AFP)

Na ONU, chanceler russo defende objetivos militares na Ucrânia 'não importam circunstâncias' e tem 1ª reunião com a Alemanha desde 2022